Vídeo mostra fenômeno raro de raio que sobe em direção ao céu em SP
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Redação Anuncifácil
O Pico do Jaraguá, ponto mais alto do município de São Paulo, e a Avenida Paulista, são os locais de pesquisa de um fenômeno meteorológico raro ocasionado pela urbanização.
Nesses pontos da cidade, treze raios ascendentes, descargas que saem de objetos no solo e seguem em direção ao céu, foram registrados por pesquisadores em um único dia, durante uma tempestade.
Os raios partiram do alto de torres de transmissão instaladas no pico, localizado na Serra da Cantareira, e de antenas da região da Avenida Paulista. Cerca de 1% dos 57,8 milhões de raios que atingem o Brasil todos os anos são ascendentes.
O processo de formação desses raios funciona da seguinte maneira: o topo das torres de transmissão ou de energia, normalmente metálicas e com para-raios instalados, concentra uma alta carga elétrica negativa nas pontas.
Quando uma nuvem de tempestade, carregada de partículas positivas, se aproxima desses pontos, pode promover uma interação que faz as partículas elétricas concentradas nas torres em terra liberarem uma descarga em direção ao céu.
Esse raio chega a medir 2 km de comprimento e, quando encontra a base da nuvem de tempestade, forma ramificações que lembram raízes. Saba explica que é a "tentativa" do raio de se conectar com a nuvem.
A descarga ascendente tem duração de até dois segundos, mais que o dobro do tempo que dura um raio comum, que risca o céu por pouco mais de meio segundo.
Ainda não se sabe sua potência e intensidade. Mas descargas elétricas normalmente atingem o solo com 100 milhões de volts. Já a intensidade da corrente de um raio é, em média, de 30 mil ampères. Para se ter uma ideia, essa corrente é mil vezes mais intensa do que a de um chuveiro elétrico. (Redação G1)
Assista ao vídeo:
