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Redação Anuncifácil
O primeiro dia da primavera, domingo (22), trouxe chuva e com ela, um rastro de destruição em boa parte de Londrina. Uma tempestade, que teve rajadas de ventos que chegaram até 107 quilômetros por hora, segundo o Instituto Tecnológico Simepar, derrubou muitas árvores, destelhou casas e estabelecimentos comerciais e deixou boa parte da cidade às escuras.
A chuva forte durou cerca de 15 minutos, no entanto, as rajadas de vento vinham acontecendo desde o período da manhã, intensificando-se logo após as 12h. Com a chuva, as temperaturas que estavam altas despencaram para cerca de 25°C às 15h.
Após este horário, o que se viu pelas ruas de Londrina foram árvores derrubadas, postes quebrados e muitas folhas e galhos espalhados pelas ruas e calçadas. Não era raro encontrar imóveis com a cobertura arrancada e telhas espalhadas pelo chão. Em alguns pontos, até mesmo cacos de vidro de janelas de edifícios se espalharam pelo chão.
Na região norte, os estragos se concentraram principalmente na região do Residencial Vista Bela, onde muitos imóveis foram destelhados. A Defesa Civil concentrou boa parte de sua atenção àquela comunidade.
Já no Londrina Norte Shopping, parte do teto da praça de alimentação chegou a cair, porém, sem que nenhum cliente ou funcionário fosse ferido. Por conta disso, a área foi isolada.
Por conta da queda de postes, muitos bairros de Londrina ficaram às escuras e, nas ruas, diversos semáforos estavam apagados. Os motoristas, por sua vez, usavam de cautela para poder dirigir pela cidade.
Os telefones da Copel e da central do Corpo de Bombeiros ficaram congestionados com as pessoas procurando encontrar ajuda para casos simples, com destelhamentos, a mais complexos, como queda de árvores e postes de energia elétrica.
Na Rua Caingás, entre as ruas Otelo Zaloni e São Salvador, na Vila Casoni (região central), quatro postes de energia elétrica partiram na base, levando a fiação elétrica e diversos postes residenciais para o chão. Tudo por conta de um galho de uma árvore que quebrou e caiu sobre a ficação.
A Secretaria Municipal de Defesa Social de Londrina montou uma força-tarefa para atender aos dandos causados pela tempestade. As pessoas devem entrar em contato pelos telefones 153, da Guarda Municipal, e 199 da Defesa Civil.
De acordo com o secretário de Defesa Social, tenente-coronel Rubens Guimarães, as reclamações estão sendo atendidas pelos integrantes da força-tarefa criada para atender a essa situação de emergência que atingiu diversos pontos de Londrina.
Fazem parte da equipe pelo menos 25 pessoas, aos quais se somam ainda os integrantes de outros órgãos como as secretarias municipais de Ambiente (Sema), Agricultura, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Cohab e Copel. Os principais danos foram causados pela queda de árvores e destelhamento de casas, concentrado principalmente no Residencial Vista Bela, região norte.
A assessoria de comunicação da Copel informou que a tempestade danificou a rede elétrica e causou desligamento em todas as regiões da cidade. Por conta dos ventos fortes, objetos foram arremessados sobre a rede da Copel, assim como árvores tombaram sobre ela, ajudando na queda de energia.
Cerca de 137 mil domicílios chegaram a sofrer interrupção no fornecimento de energia elétrica em Londrina. Porém, os estragos atingiram também Cambé (16 km de Londrina), Ibiporã (16 km), Prado Ferreira (51 km) e Sertanópolis (37 km).
Até as 17h, a Copel havia identificado a quebra de mais de uma dezena de postes e equipes de manutenção trabalhavam para tentar reestabelecer a energia elétrica. Porém, a previsão é que os trabalhos entrem noite adentro.
Segundo informações da Copel, cinco torres de transmissão foram derrubadas nas proximidades da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Essas linhas abasteciam as subestações Vera Cruz e Palermo a partir de uma unidade maior, localizada em Ibiporã. Apesar da queda das torres, as subestações não foram desabastecidas, utilizando fontes alternativas.
Um balanço geral dos estragos deve ser divulgado nesta segunda-feira (23), pelas forças de segurança. (Redação O Diário / Imagens: Eliandro Piva)






