Tentativa de assalto a loja de confecções termina com ladrão baleado
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Redação Anuncifácil
Uma tentativa de assalto a uma loja de confecções no centro de Maringá terminou com um dos ladrões baleado no fim da manhã de sexta-feira (7). O ex-presidiário Claudionor Castilho Batista, 36 anos, foi ferido com dois tiros supostamente desferidos pelo dono da loja, que deixou o local antes da chegada da Polícia Militar (PM). Depois de receber atendimento médico no Hospital Universitário (HU), o acusado do assalto foi encaminhado à 9ª Subdivisão Policial (SDP), onde está preso.
Batista e o comparsa chegaram a Joy Confecções, localizada na Avenida Herval, por volta das 11h. Simulando estar armada, a dupla entrou na loja e deu voz de assalto às funcionárias. Demonstrando conhecer o estabelecimento, um dos assaltantes citou o nome da proprietária e quis saber onde ela estava. Após vasculhar a loja, o ladrão roubou todo dinheiro do caixa e fugiu, deixando o comparsa para trás.
Mesmo sozinho, Batista tomou dois celulares das funcionárias e se apoderou de um saco de moedas que estava sobre o balcão. Ele deixou a loja em seguida, mas retornou em seguida e passou a assediar as funcionárias, chegando a beijar uma delas à força.
Surpreendido pelo dono da loja, que empunhava um revólver calibre .38, o ladrão teria reagido e ao fazer menção de sacar uma arma da cintura foi alvejado com um tiro na coxa esquerda. Mesmo ferido, ele atracou-se com o comerciante e foi novamente alvejado, desta vez na mão esquerda. Enquanto as funcionárias corriam para a rua, uma mulher de um comércio vizinho entrou na loja e usou um manequim para agredir o ladrão na cabeça. Dominado, ele foi entregue à PM
Batista recebeu atendimento de socorristas do Siate e Samu, e foi levado ao HU antes de ser entregue na 9ª SDP. Autuado por roubo e estupro, Batista alegou que havia entrado na loja apenas para pedir dinheiro, mas aproveitou o assalto, que havia acabado de ocorrer, para tomar os celulares e as moedas. Ele negou estar armado e disse que apenas guardava uma garrafa de pinga na cintura, quando foi baleado. “Eu estava no lugar errado na hora errada”, disse ele, que deixou a Penitenciária Estadual de Maringá (PEM), onde cumpriu 4,3 anos de reclusão por roubo e furto há pouco mais de dois meses.
Também ouvidas pela PC, as funcionárias confirmaram que o autor dos disparos seria o dono da loja. Por meio de um advogado, o comerciante - que não teve o nome divulgado pela polícia - anunciou que se apresentará na próxima quarta-feira (12). (Redação O Diário / Foto: Douglas Marçal)
