Supostos empreiteiros de Piracicaba são relacionados à “Golpe do Cupim” ao realizarem obra em casa de idosos em Cornélio Procópio

Na manhã de sexta-feira (28), policiais militares de Cornélio Procópio se depararam com uma nova modalidade de estelionato que uma quadrilha de Piracicaba (SP),tentava implantar na região.

Segundo a PM, tudo começou por volta das 10h30, quando um casal de idosos, moradores do Jardim Rosário Pitelli (Antiga Vila Popular), solicitaram a presença dos policiais em sua casa após o filho deles ser ameaçado por um grupo de empreiteiros que fazia a manutenção do telhado da residência deles.

De acordo com relato da moradora da casa, este supostos empreiteiros, sendo cinco homens, a procuraram no dia anterior afirmando que tinham executado um serviço no vizinho de trás e tinha sobrado um resto de massa.

Eles perguntaram a ela se ela queria o material que sobrou e como a casa apresentava uma goteira no telhado, ela aceitou que eles fizessem o reparo, onde cobrariam o valor de trinta reais, porém após eles avaliarem o telhado, disseram que havia várias telhas quebradas e o as madeiras de sustentação estavam cheias de cupins.

Eles se ofereceram para reformar o telhado pelo valor inicial de quinze mil reais ,o que para ela era inviável, mas após insistirem em um negociação, o valor foi acordado em quatro mil e quinhentos reais, sendo dado a eles a quantia de dois mil reais como entrada para início do trabalho.

A senhora relatou que avisou seu filho, que foi até o local e questionou o grupo, que passou a intimidá-lo, o questionando sobre a razão da desconfiança no trabalho deles e que eram moradores de um sítio no Distrito de Congonhas.

Por volta das 19 horas eles pararam o serviço, garantindo que voltariam no dia seguinte, o que realmente ocorreu, dando seguimento na obra, mas ainda desconfiada, a senhora acionou a PM, que ao chegar ao local, abordou os cinco homens.

Conforme registrado Soldados Edmar e Wagner, que atenderam a ocorrência, eles foram até o telhado, onde constataram que o telhado não tinha nenhum rastro de cupim e nem madeira quebrada ou telhas,

Os policiais ainda perceberam que as telhas e madeiras em perfeito estado foram quebrada recentemente, ou seja, no dia anterior, ficando o telhado danificado pelos mesmos com o intuito de enganar os idosos e se apropriar do dinheiro, o que caracteriza o crime de estelionato,

Ainda conforme descrito em Boletim de Ocorrência, questionado, um homem de nome Rubens, que se apresentou com chefe do grupo, afirmou que todos são moradores da cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo e que veio para o Paraná trabalhar com este tipo de negócio, mas ao buscarem informações sobre eles, os policiais descobriram que a informação sobre estarem morando no Distrito do Congonhas era falsa, como também possuem registros policiais no estado de São Paulo pela mesma pratica em estelionato em construção civil, chamada de “Golpe do Cupim”, ocorridas nas regiões de Piracicaba e Jundiaí, justamente onde o grupo reside,

Diante dos fatos, todos os indivíduos receberam voz de prisão, sendo encaminhados junto ao dinheiro adquirido dos idosos, uma agenda e veículo que utilizavam, um Peugeot Scapade de cor preta, a delegacia de Polícia Civil para os devidos procedimentos informaram os soldados Edmar e Wagner.

Na delegacia, Rubens alegou que o trabalho esta sendo feito conforme combinado e que os policiais encontraram a obra praticamente já pronta, portanto os cupins já haviam sido retirados e toda a equipe se dedicou em fazer um serviço como proposto, inclusive fazendo mais que o pedido, que não foi cobrado, ficando o caso a ser analisado pela autoridade da Polícia Civil.