Sindicado de professores faz manifestação na frente da Faculdade Dom Bosco de C. Procópio no início do ano letivo

No início da noite de segunda-feira (6), um grupo associado ao Sindicato dos Profissionais de Educação (SIMPRO), se concentrou na frente da Faculdade Dom Bosco, em Cornélio Procópio, justamente no início do ano letivo para promover uma manifestação de apoio aos professores da entidade, que estão com seus salários atrasados.

Segundo o Provedor da Faculdade Dom Bosco, Dorival Almeida, tudo ocorreu normalmente como planejado, com o início das aulas como foram marcadas, para a segunda-feira (6), já usando um novo prédio, melhor adequado, saindo à entidade de alguns edifícios na Avenida XV de Novembro, mas a manifestação inesperada chamou a atenção da diretoria.

O provedor apontou para os manifestantes que distribuíam panfletos e segurava cartazes afirmando que seriam alheios e não pertencem ao quadro de funcionários da faculdade.

Almeida disse ainda que os professores vieram normalmente para ministrarem as aulas e reconheceu que realmente os pagamentos estão atrasados, culpando a constante inadimplência do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), que é o programa do Ministério da Educação que financia cursos superiores, que não repassa o dinheiro há sete meses, causando o impasse que todos vêm acompanhando.

O Provedor relatou que foi feita uma reunião com os professores na última sexta-feira (3), onde foi mostrada uma liminar onde a entidade obteve êxito junto ao Tribunal em Brasília para liberação imediata dos recursos retidos.

Dorival Almeida esclareceu que anteriormente havia a necessidade da entidade apresentar certidão negativa, mas hoje, além de possuir estas certidões e tributos pagos, a liminar garante o dinheiro que foi de um serviço prestado, que está retido no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sendo este referente aos serviços do último semestre e devido a isto, o desembargador que jugou o caso designou que o FNDE abra uma nova recompra especial e libere o dinheiro para que a casa seja posta em ordem.

Para Provedor, quanto ao grupo de manifestantes, se fossem do quadro dos funcionários, seria justo, mas por se tratar pessoas alheias a instituição, cabe à direção da entidade verificar o que pode ser feito judicialmente, apesar de não ter havido bloqueio de professores e alunos, tendo a Polícia Militar, que foi acionada, acompanhando a manifestação.

Dorival Almeida finalizou afirmando que a entidade também tem um compromisso com seus alunos, que dependem da instituição, inclusive os que possuem o FIES, que mesmo não sendo repassado, estes não estão sendo impedidos de estudar.

Enquanto isso, na frente da faculdade, Luiz Fernando Cunha Filho, diretor de assuntos universitários do SIMPRO, afirmou que manifestação é cunho pacífico, apenas sendo um alerta a sociedade para a situação dos professores da Dom Bosco, que há sete meses não recebem seus salários, encargos e até o décimo terceiro, recebendo apenas no final do ano passado um cheque que não tinha fundos.

Para Cunha Filho, apesar de aparentemente estar havendo atividade pedagógica, estando os professores em seus postos de trabalho, a orientação do sindicato é que eles apenas permanecem em sala, porém não ministrando as aulas para evitar retaliações da diretoria.

O diretor de assuntos universitários afirmou que a presença SIMPRO foi a pedido dos próprio professores, que anunciaram a grave, sendo a situação da Faculdade Dom Bosco única em todo estado e o grupo vai permanecer na frente da entidade durante toda a semana, ou até que os salários sejam pagos.

Cunha Filho disse que a má administração da Faculdade Dom Bosco é algo impressionante e gerou todo o problema, não havendo como justificar sete meses de atraso, somados a ações judiciais que passam de um milhão, falta de certidões negativas nos últimos três FIES, estando à entidade em uma situação bastante complicada, sendo muito difícil levantar todo este dinheiro para a solução do problema, prologando o empasse.