Sete repórteres da Folha de S. Paulo são atingidos em protesto - Dois levam tiro no rosto
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Redação Anuncifácil
Sete jornalistas da Folha foram feridos com balas de borracha ou atingidos por spray de pimenta de policiais militares de São Paulo enquanto cobriam as manifestações contra o aumento das tarifas de ônibus na região central. Os sete estavam identificados como profissionais de imprensa.
A repórter da TV Folha Giuliana Vallone teve a região do olho direito atingida por uma bala de borracha e foi hospitalizada. A Folha repudia toda forma de violência e protesta contra a falta de discernimento da Polícia Militar no episódio.
A cabeleireira Valdenice de Brito, 40, testemunhou o momento do disparo. "Quando ela me disse para sair dali por causa do tumulto, um policial mirou e atirou covardemente nela."
Giuliana foi socorrida por funcionários de um estacionamento. Outros cinco jornalistas da Folha também foram atingidos. Um deles, o repórter-fotográfico Fábio Braga foi atingido por dois disparos. Um atingiu o rosto e o outro a virilha.
"Estávamos perto do Choque, encostados numa parede para nos defender das balas de borracha, quando a polícia se afastou de nós e jogou três bombas de gás lacrimogêneo na nossa direção. Foi quando me perdi do outro repórter e acabei desmaiando depois de fugir dali", relatou a repórter Ana Krepp.
Em nota, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, disse que lamenta os episódios e determinou a "abertura imediata de investigações, pela Corregedoria da PM, para apurar rigorosamente os fatos". (Redação Folha de São Paulo)


