Serviço de transporte público pode parar em Santo Antônio da Platina
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Redação Anuncifácil
O diretor municipal de Trânsito de Santo Antônio da Platina, Orlando Pimentel admitiu, que o transporte público do município pode ser interrompido devido à falta de contrato com a empresa Três Estrelas, que presta o serviço.
O contrato – com prazo de dez anos - venceu em fevereiro de 2012, ainda na gestão da petista Maria Ana Pombo e, segundo o proprietário da empresa Três Estrelas, José Anísio da Silva, haveria a possibilidade de renovação por mais dez anos, mas a prefeita optou por não prorrogar.
Pimentel também informou que o departamento jurídico da prefeitura vai analisar a situação e também aventou a hipótese de se contratar uma empresa em caráter emergencial para que o serviço não seja interrompido, mas ressaltou que estas medidas só serão tomadas depois da análise do departamento jurídico.
O diretor disse que já foi elaborado um projeto com a inclusão das mudanças necessárias para a melhoria do serviço. No projeto estão previstas a ampliação das linhas – atualmente são três, mas só duas funcionam efetivamente – que atenderão a 20 bairros totalizando 85,8 quilômetros. O projeto será analisado pelo Conselho Municipal de Transporte Coletivo - que poderá alterá-lo - e só depois de concluído é que será iniciado o processo de licitação.
Frota defasada
Os três ônibus que percorrem as ruas de Santo Antônio da Platina são da década de 80 e estão em más condições de conservação. O próprio dono da frota, José Anísio da Silva, admite que a manutenção é cara e que os veículos quebram constantemente.
Ele culpa a prefeitura pela situação. “Sem subsídio fica difícil arcar com os custos da manutenção. No Brasil inteiro as prefeituras recebem subsídios. Só aqui que não tem”, disse inconformado. Outra queixa de Silva é a porcentual de passageiros que usam o serviço de graça.
A lei concede o benefício a pessoas com mais de 65 anos, portadores de deficiência física, aposentados por invalidez e menores de seis anos. Estudantes que apresentarem comprovante escolar têm direito a desconto de 50%. “Sessenta por cento dos passageiros que usam o transporte coletivo não pagam passagem. Desta maneira fica impossível investir na manutenção e melhora dos veículos”, reclama.
Ele contou que chegou a suspender a emissão das carteiras para idosos para tentar baixar o índice de gratuidade, mas teve que voltar a emití-las por orientação do Ministério Público (MP).
Atualmente a tarifa cobrada é de R$ 1,80. Em 2002, quando o contrato foi firmado com a empresa Jacarezinho Transportes, a tarifa era de R$ 1. A empresa desistiu do serviço no mesmo ano e, de acordo com Silva, deixou de recolher uma série de impostos que foram pagos por ele quando assumiu o contrato no lugar da empresa jacarezinhense.
Os três ônibus da empresa circulam de segunda a sexta-feira das 7 às 19 horas e aos sábados das 7 às 12 horas. Em média são transportados 250 passageiros por dia em duas linhas: uma entre os bairros Vitória Régia e Doutor Jamidas e outra que vai do centro ao povoado da Platina. O faturamento bruto fica em torno de R$ 12 mil, mas Silva diz que sempre fecha no vermelho com um prejuízo que varia entre R$ 6 mil e R$ 8 mil.
“Só não fui à falência porque tenho outros negócios que cobrem o buraco gerado pelo prejuízo da empresa”, revela. O empresário não poupou críticas às administrações da prefeita Maria Ana Pombo e também a atual gestão de Pedro Claro de Oliveira Neto (DEM). “Não há planejamento lá dentro (prefeitura). Eles fazem tudo de qualquer jeito e não auxiliam em nada”, vocifera.
De acordo com a Lei Municipal no 133 de julho de 2001, cabe a prefeitura, por meio da secretaria de Planejamento, planejar, gerenciar e fiscalizar o sistema de transporte público municipal. (Redação Tanosite)


