Sem trabalho há seis meses por causa da pandemia do novo coronavírus, profissionais do setor de eventos amargam nas incertezas e indefinições que rodeiam o segmento. Um decreto estadual de enfrentamento da pandemia do coronavírus suspendeu em 16 de março eventos abertos ao público, de qualquer natureza, com aglomeração acima de 50 pessoas no Paraná.

Em todo o país, de acordo com a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), a estimativa é de que até outubro 841 mil pessoas que trabalham na área estejam desempregadas.

O levantamento feito pela ABRAPE aponta que mais de 90% dos eventos previstos para 2020 foram cancelados, adiados ou estão em situação incerta no Brasil. Isso significa que 450 mil eventos, até outubro, estão deixando de acontecer.

O cenário atual está na contramão do que era esperado para este ano. A expectativa da ABRAPE era de que o aumento da receita de shows, por exemplo, fosse 6,15% maior na relação com 2019.

Durante o mês de setembro, profissionais do setor fizeram um protesto na capital pedindo um plano emergencial.

A lista de profissionais que fazem parte da área de eventos é grande:

Produtores; gerentes operacionais; diretores técnicos; cerimonialistas; técnicos; montadores; auxiliares técnicos; carregadores; músicos; recepcionistas; garçons; brigadistas; seguranças; bartenders; auxiliares da limpeza; promoters; motoristas

No Paraná, representantes do setor de eventos já se reuniram com o governo estadual e agora, eles esperaram por respostas.

O governo estadual ressaltou que mantêm em vigor normas estabelecidas pelo decreto 4230/20 para o enfrentamento da pandemia.

Também disse que as prefeituras podem ter entendimento diverso ao governo estadual sobre as medidas relativas à pandemia, conforme decidiu o Supremo Tribunal Federal (STF) em abril.

Por meio de nota, o governo estadual afirmou que tem dedicado esforços, por meio da Superintendência de Cultura, para auxiliar a classe artística.

Mais de R$ 71 milhões serão distribuídos a trabalhadores da cultura no Paraná pela Lei Aldir Blanc. Ela oferece renda emergencial a trabalhadores da cultura durante a pandemia do coronavírus.

O governo estadual também disse que lançou um pacote de medidas de apoio e fortalecimento do setor cultural. É uma série de ações voltadas à valorização de artistas, gestores e produtores culturais.

Há ainda, de acordo com o governo estadual, ferramentas de capacitações de profissionais da área cultural e outros editais que atendem inúmeras linguagens e setores culturais – como o "Trilhando pelo Paraná".

Por fim, o governo estadual afirmou que a 2ª edição do Incentivo Paraná Cultural vai selecionar projetos com previsão de execução até 2021.

O programa destina recursos via incentivo fiscal de empresas públicas e/ou de economia mista estaduais a projetos culturais aprovados pela Lei Federal de Incentivo à Cultura. (G1 Paraná)