Secretário de Obras e diretor do Departamento de Compras de São Jerônimo da Serra são presos pelo MP-PR
O secretário de Obras e o diretor do Departamento de Compras de São Jerônimo da Serra foram presos suspeitos de integrar organização criminosa que fraudava licitações municipais.
As prisões foram realizadas na tarde de quinta-feira (24), quando prestavam depoimento ao Ministério Público do Paraná (MP-PR).
As prisões foram autorizadas pela Justiça no âmbito da Operação Dèjá Vu. A ação investiga fraudes em licitações no município de São Jerônimo da Serra. O MP-PR descobriu que a prefeitura comprou produtos desnecessários, itens com sobre preço e compras de objetos em quantidades exageradas.
No dia 16 de outubro, na primeira fase da operação, oito pessoas foram presas preventivamente, entre elas o prefeito João Ricardo de Mello (PPS). Desde a prisão, a defesa afirma que o cliente é inocente.
A operação também cumpriu 73 mandados de busca e apreensão em casas, empresas e na prefeitura de São Jerônimo da Serra.
O promotor Leandro Antunes explica que o MP-PR conseguiu provas contra Roberth Padilha Machado, secretário de Obras, e Dhiego Wilson Margins Sampaio, lotado no Departamento de Compras da prefeitura.
Os dois foram convocados para prestar depoimento na quinta-feira (24). Durante o depoimento, o MP-PR recebeu o mandado de prisão autorizado pela Justiça.
“Constatamos que os dois presos tiveram intensa participação no esquema, inclusive nos desvios de verbas. Pela prática reiterada de crimes, pedimos à prisão que foi aceita pela Justiça”, explicou o promotor Leandro Antunes.
Conforme o MP-PR, o secretário de Obras pedia as peças automotivas indevidas, que não tinham qualquer necessidade para o município. O diretor do Departamento de Compras fazia o contato com os empresários envolvidos.
“Descobrimos que o funcionário do departamento de compras teve uma evolução patrimonial absurda. Ele tinha bens em nomes de terceiros, o que demonstra a prática de lavagem de dinheiro”, acrescentou o promotor.
A Prefeitura de São Jerônimo da Serra não quis se manifestar. (RedaçãoG1/PR)
