Sapopema vai ganhar parque urbano para lazer e preservação ambiental

O tempo parece que anda mais devagar na pequena Sapopema (106 Km de Cornélio Procópio), no Norte Pioneiro. O sol forte e as poucas opções de divertimento fazem das conversas na calçada com a vizinhança, sempre à sombra de uma frondosa árvore, o passatempo preferido dos cerca de 6.700 habitantes da cidade.

Rotina, porém, que está prestes a ser sacudida por um imenso espaço verde, de 1.756,46 metros quadrados, encravado em um fundo de vale. É lá, a poucos metros da avenida de maior movimento do município, que o Governo do Estado está construindo o Parque Urbano Linear de Sapopema.

As obras começaram em julho, com previsão de término para janeiro de 2021. O investimento da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo é de R$ 460,46 mil. O novo parque vai ajudar na preservação do meio ambiente e tem também potencial para se transformar no grande ponto de encontro dos moradores da cidade, misturando natureza, lazer e diversão, algo que acontece, por exemplo, com o Parque Barigui, em Curitiba.

O espaço terá pista para caminhada, ciclovia, equipamentos esportivos, rampas de acessibilidade, calçada, sinalização e iluminação. A área abriga um lago. Tudo para compor e deixar mais agradável um cenário deslumbrante em que a natureza é protagonista.

O Programa Estadual Parques Urbanos, do Governo do Paraná, busca mesclar lazer, desenvolvimento sustentável e conservação ambiental. Lançado em 2019, o projeto vai investir 48,35 milhões na construção desses espaços em 46 municípios do Estado. Trinta e seis obras, como a de Sapopema, estão em andamento.

O programa pretende incentivar a criação de parques em regiões de fundo de vale ou áreas com ações erosivas. Uma das características comuns às áreas de Fundo de Vale é a presença de recursos hídricos, o que aponta para a existência de Áreas de Preservação Permanente Ecológica (APP).

Para a criação de um Parque Urbano, os municípios devem identificar as áreas com características de fundo de vale ou com ações erosivas, e apresentar um pré-projeto ao Setor de Projetos Especiais do Instituto Água e Terra.

Após aprovação do projeto, é firmado um convênio em que o Instituto Água e Terra faz os repasses financeiros conforme a progressão da obra. É necessário que o município tenha, além da aprovação do projeto e do convênio firmado, a Licença Ambiental e a Outorga ou dispensa de outorga emitidas também pelo Instituto Água e Terra. (Agência Estadual de Notícias)