Santo Antônio da Platina está sem ambulância
Com único veículo quebrado, socorro é feito com carro emprestado. Ambulância que pertencente à prefeitura ficará trinta dias em oficina
O transporte de pacientes em Santo Antônio da Platina tem tudo para continuar na precariedade por pelo menos mais trinta dias. A única ambulância disponível no município encontra-se na oficina e o socorro está sendo feito por um veículo emprestado pela prefeitura.
Das quatro ambulâncias pertencentes à Secretaria Municipal de Saúde, três viraram sucata após acidentes e a que sobrou está com o motor fundido e permanecerá por pelo menos trinta dias no conserto.
O único veículo que está sendo usado nos atendimentos emergenciais foi emprestado pela 19° Regional de Saúde, com sede em Jacarezinho.
Há cerca de vinte dias, uma ambulância de Joaquim Távora teve de transportar o motorista Anderson José Nunes de Morais, 27 anos, morador do bairro Jardim Bela Vista, até o centro da cidade para que ele pudesse ser submetido a exames de radiografia. O paciente aguardou o transporte do município, mas não foi atendido em Santo Antônio da Platina e somente após três dias conseguiu fazer o exame graças à ajuda do veículo do município vizinho.
Procurado pela reportagem, o responsável pela Secretaria de Saúde Tarciso Silvério, que responde como diretor da pasta, não quis se pronunciar dizendo ter outros problemas para resolver sobre o assunto e expulsou a repórter de sua sala. (Confira na matéria abaixo).
O chefe de gabinete da prefeitura Joel Rauber, confirmou a precariedade do setor e afirmou que uma licitação para compra de uma ambulância nova para o município está sendo feita. “Recebemos o dinheiro referente ao seguro dos veículos que foram acidentados e com esta verba compraremos uma ambulância nova”, anunciou.
Com a ausência dos veículos, o atendimento de emergência no município fica dependente das ambulâncias do Siate do Corpo de Bombeiros e do Samu, que só atendem situações de trauma e casos clínicos emergenciais.
Rauber disse que chegou a acionar o governo estadual e federal sobre a situação, porém o município não foi atendido. “Chegamos a este ponto porque ambulância é um veículo de difícil manutenção e de alto custo para comprar um novo. Tentamos fazer vários reparos com a perda dos nossos veículos, mas só tivemos o empréstimo como alternativa e colocamos carros comuns para o socorro ”, justificou.
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Redação Anuncifácil Fonte: TANOSITE |