SAMU acolhe orientação para paciente com problemas mentais, mas encontra dificuldades na Santa Casa ao encaminhá-lo
De acordo com o Dr. Guilherme, do grupo avançado do SAMU, na tarde de sexta-feira (27), a entidade atendeu um chamado de uma promotora do Fórum de Cornélio Procópio, pois uma pessoa que estava no local sofreu um surto nervoso, ficando descontrolado.
Segundo o médico, duas equipes se dirigiram ao local, onde constaram o fato e caso já estava sendo acompanhado por um profissional clínico do Centro de Apoio Psicosocial (CAPS), que estava no Fórum.
O homem, de 47 anos de idade, já se encontrava mais calmo, mas por recomendação do médico e promotora, ele foi contido e encaminhado a Santa Casa, porém no hospital, a equipe do SAMU acabou entrando em atrito com uma técnica de enfermagem, que reteve a maca da ambulância da entidade e queria afrouxar a contenção do paciente, relatou o Dr. Guilherme.
A técnica em enfermagem ainda disse que iria cortar a contenção com uma tesoura e ao ser orientada ao não fazê-lo, a mesma passou a desacatar a equipe de socorro, ameaçando uma das agentes do SAMU, afirmando que ela não sabia com quem estava mexendo e que veria o que aconteceria com a mesma, sendo isto registrado em um Boletim de Ocorrência na Polícia Militar posteriormente, a conselho da promotora que foi pessoalmente até a Santa Casa e acompanhou o caso.
Um fato semelhante teria ocorrido no dia anterior com um paciente em estado parecido, que poderia ter uma reação agressiva e isso foi explicado para técnica em enfermagem, mas não houve condições de um diálogo relatou o médico.
O Dr. Guilherme salientou que este foi um episódio isolado e não há qualquer atrito com a Santa Casa de Cornélio Procópio, mas o que não foi levado em consideração nesta situação, é que o SAMU não pode ficar perdendo tempo em discussões com atendentes do hospital, pois a equipe, juntamente com seus equipamentos, precisam estar liberados rapidamente para se dirigirem a outros atendimentos que podem surgir e por isso ele pede a compreensão dos profissionais da Santa Casa.
O caso do paciente em questão é crônico e um erro de uma pessoa não pode intervir na credibilidade de toda uma instituição de respeito como a Santa Casa, o que não pode ser desconsiderado, e o andamento do trabalho do SAMU, que atende vários chamados, esclareceu Dr. Guilherme, que espera que isto não volte a ocorrer em benefício da população.