Ritual de motoclube em Roraima tem marcação a ferro quente
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Redação Anuncifácil
Um ritual curioso marca o 'batismo' dos membros do motoclube Abutre's em Roraima: eles são marcados a ferro em brasa com a letra A, inicial do clube, e o número 13, que simboliza a má sorte entre os roqueiros. o diretor regional da subsede do Abutre's em Boa Vista, Mauro Lima, recebe a marca: "Dói, mas não pode fazer cara feia''.
O ritual de marcação começa quando o ferro é esquentado com um maçaricoaté ficar em brasa ao som dos risos e comentários empolgados.
"A marcação de ferro não é um ritual obrigatório, mas você tem que estar ciente dos compromissos que faz com o grupo. É um orgulho, pois nós queremos mostrar que somos Abutre's e na hora da marcação não pode fazer cara feia, né?", contou Lima rindo.
Com sede em São Paulo, o motoclube dos Abutre's, fundado em 1989, tem filiais em diversas partes do Brasil e do mundo. De subversivo, o clube só tem o estilo. Lá dentro, há ordens e uma hieraquia muito clara: os membros são homens, têm mais de 24 anos e são classificados entre parceiro, raça, meio escudo e escudado. Lima está no estágio escudado e por isso pôde receber a marcação.
"Só pode se tatuar depois de pelo menos alguns anos no clube. E há uma regra, se o membro sair do motoclube, ele tem que tirar a tatuagem ou a marcação. Se não tirar, nós tiramos", destacou Moisés Xavier, o diretor estadual do Abutre's no estado.
Em Roraima, dos oito membros do clube trazido em 2011 para Boa Vista, apenas dois integrantes, incluindo Lima, têm a marcação a ferro. Mas já há um ritual marcado para ser feito daqui a alguns meses. O diretor estadual, Xavier, é o próximo da lista. Ele diz não sentir medo e considera o ritual uma celebração.
"Não estou ansioso para receber a marca, pois sabemos como é. Será uma diversão, pois vemos o ato como uma verdadeira comemoração", adiantou Xavier. (Redação G1 / Foto: Emily Costa)
