Relatório dos EUA aponta preocupação com terrorismo na Tríplice Fronteira

Redação Anuncifácil

 

A influência do Irã e as medidas de controle na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai são as principais preocupações do governo americano em relação à segurança na América Latina, de acordo com um relatório sobre terrorismo divulgado nesta quarta-feira pelo Departamento de Estado dos EUA.

Segundo o documento, que é divulgado anualmente, as autoridades americanas consideram que a região promoveu poucas melhorias para combater o terrorismo e para controlar a divisa.  “Em 2013, os governos da América Latina promoveram melhorias modestas em suas habilidades de contraterrorismo e na segurança de suas fronteiras. Corrupção, instituições fracas, cooperação insuficiente entre agências, legislações inexistentes ou fracas e falta de recursos continuam a ser as causas principais para a ausência de progressos significativos em alguns países”.

O documento também ressalta que "a influência do Irã no hemisfério Ocidental continua sendo uma preocupação". No entanto, reconhece que, em razão das sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia contra o país, "o Irã tem sido incapaz de expandir seus laços políticos e econômicos na América Latina".

Em relação à Tríplice Fronteira, o documento destaca que a zona é motivo de preocupação porque “continua sendo um importante eixo regional para armas, narcóticos e tráfico de pessoas, falsificação, contrabando e lavagem de dinheiro, todos fontes potenciais de financiamento de organizações terroristas”. Segundo o relatório, não há células operacionais conhecidas da Al Qaeda ou do Hezbollah no hemisfério, “apesar de simpatizantes ideológicos na América do Sul e no Caribe continuarem a oferecer financiamento e apoio ideológico a estes e outros grupos terroristas”.

O capítulo dedicado ao Brasil cita projetos sobre terrorismo que aguardam análise no Congresso, como o que proíbe a concessão de vistos e prevê a expulsão de estrangeiros condenados ou acusados de atos terroristas em outro país e outro que atualiza o código penal para incluir orientações de sentença para crimes de terrorismo.

O Departamento de Estado ressalta a necessidade de melhorar a interação e a cooperação entre as agências de segurança no Brasil, particularmente no que se refere ao compartilhamento de informações. O documento destaca ainda que as agências brasileiras relacionadas a ações contraterrorismo contam com treinamento americano voltado para aumentar as habilidades investigativas e ajudar o governo brasileiro na prevenção de ataques durante a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Em relação à Argentina, o documento adverte que ainda há desafios a serem vencidos na segurança das fronteiras no norte e nordeste do país contra crimes transnacionais e pontua que a cooperação com os Estados Unidos no compartilhamento de informações é limitada. Sobre o Paraguai, o relatório destaca a mudança na Lei Nacional de Defesa que ampliou a autoridade do governo para deslocar tropas para combater ameaças internas. Por outro lado, destaca a ineficiência no controle de fronteiras, particularmente na área que tem como vizinhos o Brasil e a Argentina. (Redação Veja, Com agências EFE e France-Presse)