Rebelião na Penitenciária Estadual de Londrina termina depois de 24 horas
Terminou a rebelião na unidade dois da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II), no norte do Paraná, 24 horas depois do início do motim, de acordo com o diretor geral do Departamento de Execução Penal (Depen), Luiz Alberto Cartaxo Moura.
Por volta do meio-dia de quarta-feira (7), os presos já haviam descido do telhado da unidade, onde se amotinavam, e voltado para as galerias. O Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) estava nas alas, no mesmo horário, para reorganizá-las.
Presos fazem rebelião na Penitenciária Estadual de Londrina, na região norte do Paraná. Eles mantêm quatro reféns e ameaçam matá-los caso seus pedidos não sejam atendidos. A Polícia Militar cercou área e negocia com o grupo o fim da rebelião (Foto: Roberto Custódio/Gazeta do Povo/Estadão Conteúdo)
A rebelião foi encerrada depois que uma carta com reivindicações foi entregue a representantes da Polícia Militar e do Depen.
Nela, os presos pedem, por exemplo, mais agilidade na progressão de pena, melhoria na alimentação e visitas íntimas.
Os detentos tomaram o prédio por volta de 10h40 da terça-feira (6) e tentaram fazer alguns agentes penitenciários reféns, mas eles conseguiram se livrar.
Os amotinados fizeram dez reféns, também presos, durante a rebelião. Um deles foi jogado do telhado e encaminhado para o Hospital Universitário de Londrina, em estado grave. Ainda não há informações sobre outros feridos.
Houve, também, tentativa de fuga em massa durante a madrugada desta quarta-feira. Os rebelados abriram um buraco em uma parede e pelo menos três conseguiram fugir. Um foi recapturado.
Por volta das 5h, foi possível ouvir gritos, tiros de balas de borracha e bombas de efeito moral. O uso destes artifícios, de acordo com a Polícia Militar, foi necessário para conter a segunda tentativa de fuga desde que o motim começou.
O presídio foi bastante destruído durante a rebelião. Várias telhas e vidraças foram quebradas pelos presos. Muita fumaça foi vista, saindo das galerias, indicando a queimada de colchões. O balanço dos estragos, no entanto, ainda não é possível de ser feito. (Redação G1 PR / Foto: Roberto Custódio da Gazeta do Povo e Estadão)