Quatro irmãos são presos injustamente na região central do Estado
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Redação Anuncifácil
Ozir, Odair, Aroldo e Eraldo Santos. Quatro irmãos de boa família, trabalhadores e acima de tudo honestos, sem nenhum tipo de antecedente criminal. Mesmo assim e sem saber o motivo, todos tiveram seus nomes envolvidos no assalto a um mercado em Pitanga e passaram três dias presos. Um abalo para eles e a família, que ainda tenta encontrar uma resposta para toda essa confusão feita pela justiça.
Os quatro moram em Campo Mourão e foram presos na madrugada de domingo passado. Ozir e Odair estavam em casa quando os policiais chegaram enquanto Aroldo e Eraldo acabaram presos na casa de seus pais, que moram em Pitanga. Os dois irmãos detidos em Campo Mourão passaram o dia presos na 16ª Subdivisão Policial e no final da tarde foram levados para a cadeia de Pitanga, onde encontraram Aroldo e Eraldo já encarcerados.
Todos permaneceram presos em Pitanga até a manhã de terça-feira. “Meus dois irmãos estavam a passeio na casa de nossos pais, quando foram acordados de madrugada. Um deles chegou a ser chutado no chão pelos policiais, sem saber o que estava acontecendo. Aqui em casa também a polícia nos acordou com gritos no portão pedindo que abrisse logo e só não derrubaram a porta porque temos cachorros bravos”, conta Ozir. Enquanto os policiais reviravam a casa, a família questionava o motivo da operação. Ozir diz que foi muito constrangimento, pois todos estavam dormindo e usando roupas intimas quando os policiais foram entrando na residência.
Vizinhos perceberam a movimentação e viram os dois saindo algemados da casa. “Foi uma vergonha muito grande, pois nunca tivemos nenhuma envolvimento com o crime”, desabafa. Após retornarem para casa, os quatro tentam esquecer o drama que viveram e no trabalho o desafio é acabar também o clima de desconfiança. “É muito ruim, você chega nos lugares e parece que as pessoas estão todas desconfiadas, mesmo sem a gente nunca ter feito nada de errado. No dia em que sai da cadeia não conseguia nem conversar direito.”
A família contratou o advogado Miguel Batista Ribeiro, pois pretende processar quem quer que seja que tenha sido responsável pelo constrangimento vivido pelos quatro irmãos. “Houve dano irreparável, começando pelos filhos que viram os pais saírem algemados de casa e depois no próprio ambiente de trabalho. Hoje não está fácil você conseguir um trabalho”, afirma o advogado, que questiona a decisão da justiça em manter os quatro presos, mesmo sem nenhuma prova concreta contra eles. “Faltou mais cuidado na hora de emitir essa ordem de prisão, haja vista que tudo foi motivado por uma carta anônima que os denunciava e ainda por cima muito mal escrita. O próprio dono do mercado assaltado não os reconheceu na delegacia e mesmo assim eles foram mantidos presos. Não havia essa necessidade”, observa Batista.
O advogado afirma que está estudando as providências a ser tomadas e promete entrar com ação para reparação de danos a quem acreditar que tenha sido responsável pelo equívoco. “Seja quem disse ter reconhecido os quatro como autores do assalto ou o próprio Estado, mas esse dano precisa ser reparado, pelo menos em parte, pois certas marcas nunca poderão ser apagadas para a família”, completa. (Redação Itribuna)

