Quadrilhas de roubos de carga agem em Ponta Grossa
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Redação Anuncifácil
A Polícia Civil investiga mais dois assaltos a caminhoneiros cometidos na região de Ponta Grossa. O último crime registrado aconteceu na madrugada de terça feira (13), na BR-376, entre Ponta Grossa e Curitiba. Os bandidos agrediram o motorista e roubaram uma carga de plumas de algodão avaliada em R$ 150 mil. No final de semana, ocorreu o roubo de uma carga de combustíveis, na mesma rodovia. Até agora, nenhum suspeito foi preso.
Valdemar Mazur, 36 anos, foi a vítima do assalto de terça-feira. Ele relatou que estava pernoitando no interior da Scania R-380, com placas de Guarapuava, num posto que fica próximo à ponte sobre o Rio Tibagi, em Ponta Grossa, quando foi abordado por três assaltantes. “Eles quebraram o vidro e me agarraram. Eu estava dormindo, levei um susto e tentei reagir, mas fui agredido”, contou. As marcas de agressão ficaram no rosto da vítima.
O assalto aconteceu entre 2 e 3 horas. Os bandidos seguiram com o caminhão no sentido Curitiba junto com a vítima e cerca de meia hora depois o caminhoneiro foi obrigado a descer e seguir para um matagal, na companhia de um dos assaltantes. “Tive os olhos vendados com fita adesiva e as mãos amarradas”, contou Valdemar. O criminoso permaneceu com o caminhoneiro até por volta de 6 horas, quando foi embora, abandonando a vítima. “Quando percebi que ele não estava mais lá, consegui me virar e tirar a fita dos olhos. Corri para as margens da rodovia e pedi ajuda a uma viatura da Polícia Militar que estava passando. Eu ainda estava com as mãos amarradas”, relatou. Valdemar foi encaminhado ao posto da Polícia Rodoviária Federal e, de lá, encaminhado à 13ª Subdivisão Policial (SDP), onde prestou depoimento. Ele disse não ter visto arma com os bandidos.
O caminhão foi encontrado abandonado ainda ontem num posto de combustíveis, próximo ao acesso a Palmeira, na BR-376. Policiais daquela cidade foram acionados para fazer buscas pela carreta, pois há suspeita de que ela pode estar nessa região, com ou sem a carga.
Apesar disso, o delegado Josimar Antônio da Silva acredita que a quadrilha pode ter errado o alvo. “Achamos que os assaltantes tenham errado a carga, pois nunca vimos roubar algodão. Normalmente, as quadrilhas roubam combustíveis, cigarros, pneus, alimentos, produtos que têm receptador”, comenta.
A carga de 30,9 mil quilos de plumas de algodão era transportada de Correntina (BA) para o Porto de Paranaguá. (Redação Diário dos Campos)


