Produtores paranaenses ameaçam soltar suínos na Rampa do Planalto em Brasília
A crise vivida pela suinocultura brasileira leva os produtores ao desespero na região Oeste do Paraná. Ainda aguardando o resultado das garantias dadas pelo governo federal em audiências realizadas em Brasília, suinocultores articulam uma mobilização na capital federal, inclusive ameaçando soltar porcos na rampa do Palácio do Planalto. “A paciência se esgotou”, disse ontem o suinocultor e vereador de Céu Azul, Irineu Rieger. Ele é um dos milhares de suinocultores inseridos na categoria independentes dispostos a soltar porcos em frente a agências bancárias da região e em Brasília na tentativa de obter uma resposta definitiva para o problema enfrentado pela classe nos últimos três anos.
Na terça-feira (11), Rieger encaminhou ofício ao secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Caio Tibério Dornelles da Rocha, com cópia aos deputados federais da região Oeste, cobrando do governo federal uma postura imediata para o drama vivido pelas famílias de suinocultores. No documento, Rieger informa que o custo de produção do quilo do suíno vivo já atinge o patamar de R$ 3,30. “Só nos resta recorrer ao governo federal em busca de uma saída antes da falência geral da atividade no Brasil”, alerta.
Uma das alternativas apresentadas por Irineu Rieger seria o governo transferir o milho do Mato Grosso para o Paraná. “Isso é mais do que necessário, já que o suinocultor não consegue comprar o cereal dos estoques reguladores da Conab”, aponta. Ele aproveita para questionar: “Como é possível sobreviver na atividade com prejuízo de R$ 0,90 por quilo do suíno”.
De acordo com os suinocultores, as medidas anunciadas em encontros em Brasília ainda não refletiram nos municípios. “É preciso reduzir o custo de produção, sob pena de muitos suinocultores decretarem falência”. Conforme Rieger, a Conab precisa agir com celeridade e transferir o milho para as regiões produtoras de suínos. “Salvar a suinocultura é viabilizar a pequena propriedade”, diz uma das últimas linhas do ofício encaminhado a Brasília.
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Redação Anuncifácil Fonte: O Paraná (Cascavel) |