Procopense é destaque por criar novo sistema de monitoramento e segurança

Redação Anuncifácil

 

Um jovem empresário de Cornélio Procópio criou um sistema de monitoramento digital por meio de câmeras que reduz à quase zero a possibilidade de assaltos em residências ou estabelecimentos comerciais. O sistema combina três formas de comunicação, com predominância da internet, seja na rede convencional ou por dispositivos móveis, e também a linha telefônica comum.

O sistema oferece uma série de possibilidades, desde a abertura (à distância) de um portão eletrônico caso a pessoa tenha esquecido a chave, até acompanhar a entrada do cliente em sua residência, acendendo apenas as luzes necessárias para que o carro seja guardado.

Há pouco tempo, a família de um cliente foi viajar e uma jovem ficou sozinha em casa. Certo dia, antes de dormir, ela acionou o alarme e foi fechar a janela do quarto. O alarme disparou, a informação foi registrada na central de monitoramento e, no mesmo instante, a jovem recebeu uma ligação. Ela disse que estava tudo bem e que estava apenas fechando a janela.

Além dos recursos tecnológicos, o sistema de monitoramento tem algumas sutilezas que inibem ou impedem que a ação dos assaltantes seja concretizada. Enquanto a maioria das empresas do gênero mantém os sensores na parte interna do estabelecimento, neste os sensores são colocados em pontos estratégicos na parte externa. E se a gravação de imagens nem sempre resolve o problema, o novo sistema grava as imagens na própria central com conhecimento do cliente, mas sem a sua interferência.

Uma padaria no centro de Cornélio Procópio sempre foi alvo de assaltantes, até que o novo modelo de monitoramento foi implantado, há seis meses. Na padaria há câmeras na parte externa, sensores com infravermelho que identificam a presença de pessoas e holofotes que podem ser acionados diretamente da central de monitoramento.

Caso seja percebida a presença de estranhos fora de hora, a imagem é registrada na central que pode acionar os holofotes, espantando os assaltantes. E se o assaltante romper os fios dos equipamentos, a ocorrência é detectada na própria central em poucos segundos e ela mesma aciona a polícia.

O empresário Eric Fernandes Monica, de 24 anos, dono da empresa de segurança, diz que com este sistema a polícia é acionada apenas quando há necessidade. E caso o assaltante consiga furar o bloqueio e entrar, a polícia fica sabendo em qual cômodo o invasor está. "Com o nosso sistema, a polícia recebe a informação correta e corre menos risco porque vai preparada", afirma.

Eric diz que o cliente pode acompanhar toda a movimentação em sua loja ou em sua residência em qualquer lugar do mundo, usando um dispositivo móvel. "É possível o cliente receber uma mensagem de toda pessoa que entra e sai de sua casa; e se chega uma funcionária e desarma o alarme, ele fica sabendo o horário que foi desarmado. A gente adotou a filosofia de que o preço da segurança é a vigilância constante", justifica.

 

Oportunidade

O empresário entrou neste negócio meio que por acaso. Ele conhece bem os donos da padaria que sempre foi alvo de assaltantes. Eric constatou uma série de falhas ao observar o esquema de segurança no imóvel. "O pessoal perguntou, então, por que eu não montava um sistema e resolvi montar", afirma.

O novo empreendimento demorou menos de um ano para ser viabilizado. Hoje, ele tem uma central com capacidade para instalar 9.999 alarmes. A clientela atual é pequena, mas, segundo ele, há vários empresários interessados em adotar o novo sistema.

Na central de monitoramento, um monitor de televisão tem capacidade de captar imagens em 36 pontos diferentes. Caso haja algo suspeito, ele abre todas as câmeras do local em outro monitor. Além disso, a movimentação de pessoas é acompanhada por pequenos pontos de luz que identificam os compartimentos onde os sensores estão instalados. (Redação Eli Araújo, para folha Web)