Processo seletivo em clima de vestibular no Campus da UENP CP leva centenas a buscarem vaga no projeto “Bombeiro Mirim Integrado”

Em clima de vestibular, com segurança feita por soldados do Tiro de Guerra, supervisão de fiscais com extrema rigidez e portões fechados em horário determinado, foi dado início ao processo seletivo para o projeto “Bombeiro Integrado Mirim” em Cornélio Procópio na manhã do último sábado (5).

A primeira fase aconteceu com prova escrita, realizada às 9h no Campus da Universidade do Norte do Paraná (UENP) e contou com centenas de candidatos com idades entre 11 e 12 anos, que puderam usufruir das modernas instalações da entidade de ensino superior para redigirem as provas do processo seletivo das oitenta vagas disponíveis do projeto, que a cada ano atrai mais e mais alunos da rede estadual de ensino.

De acordo com o professor Rudolph Pereira, coordenador de processos seletivos e concursos públicos da UENP, foram um pouco menos de quatrocentos escritos para o processo seletivo, porém compareceram a prova cerca de duzentas e cinquenta crianças para a prova, ficando de fora por problemas na inscrição e falta de documentos, um número de oitenta candidatos.

Segundo o professor da UENP, no processo seletivo de 2017, ocorreram vários problemas na apresentação do RG dos candidatos no ato da prova, impossibilitando estes de fazerem a avalição escrita, mas em 2018 o número foi bem menor devido à orientação dos coordenadores feita em reuniões com representantes do município e diretores das escolas estaduais.

Pereira afirmou que os problemas que ocorreram neste processo foram causados em virtude da não homologação de inscrições feitas nos estabelecimentos de ensino locais, que não foram entregues pelos responsáveis das escolas no Quartel do Corpo de Bombeiros no prazo estabelecido, como descrita de forma bem clara em edital, impossibilitadas os candidatos de fazerem a prova, sendo um erro de comunicação entre as secretarias e os colégios, também destes para com os pais, gerando um sentimento de frustação.

Alguns pais, por falta de orientação, chegaram ao campus ainda com a ficha de inscrição, algo que vai contra as regras determinadas que foram divulgadas no edital, as quais foram devidamente divulgadas e devido a isto, seus filhos não puderam fazer a prova.

Para o Subtenente Haroldo Cesar da Silva do Corpo de Bombeiros de Cornélio Procópio, coordenador do projeto “Bombeiro Integrado Mirim”, apesar dos problemas, que neste ano foram mínimos, causados principalmente pela por falta de comunicação, o número de crianças participando no processo seletivo foi gratificante, demonstrando o sucesso que o projeto atingiu.

O projeto “Bombeiro Integrado Mirim”, que conta com apoio dos principais seguimento dos setores municipal, estadual e federal, tem como objetivo a participação e envolvimento de toda a sociedade, apresentando as crianças uma realidade de oportunidades através das várias profissões, sendo esta uma ação de grande sucesso em nossa cidade, que movimenta toda a sociedade, afirmou Haroldo.

Haroldo afirmou que torceu por todos e espera que no próximo feriado da Independência, no dia 7 de Setembro, ele possa desfilar pela Avenida XV de Novembro com seus novos oitenta comandados, pois além de ser um projeto social, este também está destinado a atividade militar, com ênfase em sua postura, onde os alunos passam a ter ensinamentos voltados ao civismo e aprendem a valorizar, reverenciar e a cumprir os deveres fundamentais, ao que se refere os valores da sociedade e pelas suas instituições, estimulando o respeito à cidadania e as normas de bom comportamento para com a vida coletiva.

Ao finalizar, o SBT Haroldo agradeceu a Reitoria da UENP e seu quadro de funcionários, o professores Rudolph Pereira e Pedro, ao Comando Tiro de Guerra, que enviou os atiradores para ajudar no processo seletivo, ao 18º Batalhão da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, as entidades envolvidas, aos pais, a população procopense e a imprensa, que ajudam a abrilhantar o projeto.

As próximas etapas no processo seletivo incluem exame médico, avaliação física aplicadas e supervisionadas pelos profissionais do Corpo de Bombeiros, além de soldados do 18º do Batalhão da PM.

Após estas etapas os oitenta alunos selecionados passaram a ter aulas práticas e teóricas, que incluem atividades no contexto militar, blitz preventivas, visita em entidades civis e militares, cursos em várias áreas na no campus da UENP e ações sociais em um período de um ano.