Prefeito de São Jerônimo da Serra é preso em operação do GAECO acusado de chefiar esquema para desviar dinheiro publico
O prefeito de São Jerônimo da Serra, no Norte Pioneiro do Paraná, João Ricardo de Mello (foto) e mais sete pessoas foram presas preventivamente na manhã de quarta-feira (16), todos suspeitos de participarem de um esquema que fraudava licitações municipais.
O vice-prefeito Laércio Pereira Correia foi alvo de mandado de busca e apreensão, mas acabou sendo preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Ele pagou fiança e foi liberado logo depois.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) deflagrou a operação, batizada de "Dejá Vù", que busca suspeitos de participarem de um esquema para fraudar licitações.
As investigações descobriram que vários produtos foram comprados sem necessidade, foram superfaturados ou as licitações foram realizadas para regularizar um produto que foi comprado ilegalmente.
Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva, que é por tempo indeterminado. O promotor Jorge Barreto diz que foram presos o prefeito, um homem que realizava acordos em nome do prefeito, cinco empresários e um funcionário dessas empresas.
Além das prisões, também foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão em residências, empresas de suspeitos em envolvimento no esquema, na prefeitura e em secretarias municipais de São Jerônimo da Serra.
Além de São Jerônimo da Serra, cidade de 12 mil habitantes, os mandados foram cumpridos em Curitiba, Londrina, Cambé, Cornélio Procópio, Assaí, Cruzmaltina e Nova Santa Bárbara.
O advogado que se apresentou como a defesa de João Ricardo de Mello (PPS) e do vice-prefeito de São Jerônimo da Serra disse, na sede do Gaeco, que só deve se manifestar após analisar os documentos das investigações.
De acordo com o Gaeco, a Justiça estabeleceu medidas cautelares que afastam o vice-prefeito, Laércio Pereira Correia, a secretária municipal de Saúde e um servidor municipal.
As medidas também impedem que eles frequentem a prefeitura ou mantenham contato com outros servidores.
Segundo o Gaeco, nenhum deles foi alvo de mandados de prisão na ação desta manhã.
O Ministério Público afirma que os investigados devem responder pelos crimes de organização criminosa, peculato, corrupção e fraude a licitações. (Redação e foto G1/PR)
