Na manhã de domingo, 03, moradores da baixada da Rua Paula Gomes, nas proximidades do Frigorífico na Vila Moreira, solicitaram reportagem para protestar sobre a forma como a empresa realiza o descarte de rejeitos dos animais abatidos no local.  

De acordo com os reclamantes, o frigorífico está abrindo valas e enterrando restos de carne estragada pelo terreno da empresa.  A iniciativa está provocando um mau cheiro insuportável na região, gerando inclusive, a presença de moscas e até urubus.

A área é cercada por residências e os moradores questionam se a prática adotada pelo frigorífico, não se caracteriza em crime ambiental.

Segundo o Técnico do Serviço de Inspeção Municipal, Veterinário Yassuo Curiaki, o órgão tem acompanhado de perto a ação da empresa em relação ao destino dado aos rejeitos de carne e têm feito às exigências necessárias para o devido funcionamento do Frigorífico. Porém, este episódio ocorrido no último final de semana, aconteceu sem o conhecimento dos órgãos de fiscalização.

Informações não oficiais dão conta que, após a greve dos caminhoneiros, o frigorífico vem encontrando dificuldades em receber o caminhão de coleta de resíduo, para seu encaminhamento adequado.

Curiaki ainda lembrou que a empresa foi proibida de processar (queimar) este resíduo dentro de suas instalações. “Sugerimos que a empresa procurasse a prefeitura e solicitasse uma sugestão para um local adequado onde destinar o rejeito até que a paralisação dos caminhoneiros terminasse”. Porém, o que ocorreu neste final de semana, não foi o que recomendamos.

Contactado pelo Repórter Reginaldo Tinti, (Anuncifacil) o Secretário municipal de Meio Ambiente (prefeitura) Cristiano Leite Ribeiro e técnicos do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), informaram que, em caso de excepcionalidade, como foi a paralisação dos caminhoneiros, o frigorífico tem a permissão para enterrar os resíduos dos animais, desde que a área seja considerada propícia. Cristiano ressaltou ainda que, os técnicos do IAP consideraram a área denunciada na matéria, como sendo uma área propícia. Desta forma, apesar da cena desagradável, segundo o secretário, nenhum tipo de ilícito foi verificado na ação do frigorífico.

Cristiano informou ainda que esteve no local na tarde desta segunda feira,04, e não existia mais o mau cheiro na área denunciada.

  

Fotos e informações/ Reginaldo Tinti