Policiais ambientais presos em operação do Gaeco em S. S. da Amoreira são soltos e passam a ser monitorados por tornozeleiras
Dois policiais militares ambientais presos em uma operação do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em São Sebastião da Amoreira (41 Km de Cornélio Procópio), foram soltos na quinta-feira (23). A soltura ocorreu após vencer o prazo de prisão temporária.
A investigação apura o pagamento mensal de cerca de R$ 2 mil para cada policial ambiental para que eles privilegiassem o patrulhamento de propriedades rurais dos fazendeiros investigados.
As investigações começaram após informações encaminhadas pela Polícia Federal em novembro de 2018.
Gaeco investiga possível associação criminosa formada entre policiais ambientais e fazendeiros
À época, os agentes identificaram a existência de uma possível associação criminosa constituída por policiais militares e outras pessoas na região de São Sebastião da Amoreira.
Também é objeto de investigação a construção de um posto da Polícia Ambiental na área de um dos pecuaristas.
Conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR), esses policiais também deixavam de fiscalizar eventuais crimes ambientais cometidos dentro dessas propriedades.
Os fazendeiros e o empresário investigados estavam em prisão domiciliar desde o dia 18 de julho após serem autorizados pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).
Por determinação da Justiça, os policiais, dois fazendeiros e um empresário passam a ser monitorados por tornozeleiras eletrônicas.
As defesas dos cinco investigados negam as irregularidades e afirmaram que vão provar que os clientes são inocentes. Os advogados também informaram que vão pedir à Justiça a suspensão do monitoramento eletrônico.
Os cinco suspeitos foram convocados para prestar depoimento aos promotores. Um dos investigados, André Carioba, ficou em silêncio. Outros dois, Pedro Baggio e um empresário, não se apresentaram porque os advogados alegaram que eles estão em isolamento domiciliar por há a suspeita que eles estejam com Covid-19.
Em relação aos policiais militares, o Gaeco informou que um agente ficou em silêncio e outro falou parcialmente. (G1 Paraná)

O Gaeco tem mais 15 dias para concluir as investigações e encaminhar o inquérito à Justiça.