Polícia inicia análise das imagens e colhe depoimentos sobre morte de casal em Londrina
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Redação Anuncifácil
A Polícia Civil de Londrina iniciou, na sexta-feira (26), a análise das imagens captadas pelo circuito interno de câmeras do Edifício Torre de Madri, na Gleba Palhano, região nobre de Londrina. Em um dos apartamentos do prédio, o presidente da Cooperativa de Cafeicultores de Porecatu (Cofercatu), José Otaviano de Oliveira Ribeiro, 69 anos, e sua esposa, Tathiana Name Coleto Simão, 35, foram encontrados mortos na última quarta-feira (24). A intenção da polícia é identificar quais pessoas foram vistas circulando pelo prédio na data em que o crime foi registrado. Também nesta sexta-feira, foram ouvidos os porteiros do edifício, mas o conteúdo das falas não foi divulgado. Na parte da tarde está previsto o depoimento de um morador que afirmou ter ouvido disparos de arma de fogo, o que pode ajudar o delegado Willian Soares, responsável pela investigação, a traçar a cronologia do caso.
Um computador de Tathiana gravemente danificado e encontrado no lixo da lavanderia do apartamento já foi encaminhado para a perícia. Seu conteúdo pode ser peça-chave para desvendar o crime. Por enquanto, Willian Soares acredita que a hipótese mais plausível é que o empresário tenha matado a esposa com dois tiros na cabeça e tenha se suicidado com um tiro no peito logo em seguida. No quarto do casal, onde os corpos foram encontrados, a polícia apreendeu taças, garrafas de vinho, uma faca de cozinha encontrada com Tathiana e a arma que teria matado as vítimas. A pistola 765 estava registrada no nome do presidente da Cofercatu. O casal havia oficializado a união há dois meses e, segundo depoimentos dos familiares da mulher, não tinham problemas de relacionamento.
Tathiana tinha um filho de três anos, fruto de uma relação anterior. O garoto foi levado para a casa do pai perto da 0h de quarta-feira. O homem contou à polícia que a ex apresentava hálito etílico. Um celular também foi encontrado no apartamento e registrou uma ligação para a Polícia Militar perto da 1h, mas o equipamento da corporação estava quebrado e não houve a gravação do conteúdo do telefonema.
A Polícia Civil segue com as investigações e aguarda o resultado das perícias. (Redação: O Diário / Fotos: Eliandro Piva)

