Polícia Civil conclui dados de investigações sobre homicídios em C. Procópio
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Redação Anuncifácil
A Polícia Civil de Cornélio Procópio, através do delegado Chefe Luiz Carlos Mânica e da delegada Caroline Fernandes, realizou um levantamento completo sobre os dados dos crimes ocorridos no município e região entre os anos de 2012 e 2013.
O levantamento revelou dados positivos quanto autoria e solução. Em 2012 dos nove homicídios ocorridos, sete estão com autoria certa, seis foram totalmente concluídos e enviado a Justiça. Os demais estão em fase final de investigação no aguardo de algumas diligências, sendo uma questão de tempo.
Alguns casos denotam maior complexidade que outros, onde a polícia enfrenta situações como: crimes sem qualquer prova ou vestígio identificado de imediato, dificuldade de identificar testemunhas, testemunhas que negam depor a verdade por medo de represálias, além de casos que necessitam melhor comprovação de autoria e de recebimento de provas técnicas, emitidas em perícias do Instituto de Criminalística e IML para reforçar acusação.
Importante ressaltar que dos crimes ocorridos em 2012, apesar da maioria estarem com autoria definida, existe um caso que ainda desafia a polícia. Embora com linha de investigação definida, o inquérito aguarda o recebimento de exames do IML de Curitiba, cuja amostras foram colhidas no IML de Londrina para analise de Exame e Laudo Genético de DNA, tendo como possível vítima Itamar Alves de Andrade.
Em 2013, dos 10 homicídios ocorridos, a solução caminha para os 100% dos casos. A maioria dos crimes já estão com seus autores identificados. Dos dez casos seis já foram enviados para justiça concluídos e os demais, a polícia trabalha duro para colher provas contra os suspeitos identificados.
Isso demonstra o empenho dos policiais e dedicação pessoal nas investigações, que mesmo diante das constantes dificuldades, a polícia tem obtido resultados na identificação dos autores e vincula-los em provas e indícios que formalizadas no Inquérito policial, são levados a Justiça. Apesar do número reduzido de policiais para investigação, situações de homicídios em que impera o silêncio entre eventuais testemunhas, apenas com a recente decisão na diminuição de escoltas de presos e o cuidar de presos, sempre prevaleceu à prioridade em que os casos de homicídios são investigados, enfatiza o Delegado Chefe.
Segundo o delegado chefe Mânica, prioridade não só significa rapidez na investigação, que em casos mais complexos requer cautela extra do profissional da segurança, lembrando sem a devida cautela a pressa ou ações antecipadas serve-se por vezes a erros de investigação irreparáveis e prisões injustas. Prioridade é algo muito mais complexo que engloba cautela, sigilo nas investigações, confirmação de denúncias anônimas e muito profissionalismo para que a investigação não seja falha, desvirtuada e consequentemente irregular trazendo nada de efeito prático, com resultados desastroso, fatalmente considerada nula pela Justiça.
Isso tudo e diversos outros detalhes que toda investigação exige , explica o trabalho discreto da Polícia Civil responsável pela investigação cujo delegado, investigadores, escrivães e servidores da polícia científica, diante a casos mais complexos, precisam de um trabalho de analise técnica, paciência, perseverança e inteligência policial para que determinada ação ou linha de investigação traçada de forma errada, não atrapalhe detalhes que possam comprovar indícios e provas contra os criminosos autores.
Um dado que chama atenção da polícia é o envolvimento de adolescentes infratores nos casos. Dos 10 crimes cometidos até a presente data, três deles tiveram como autores adolescentes e participação em outros três casos. A maioria destes adolescentes investigados já foram removidos para cumprimento de medida de internamento em centros sócio educativos do Estado, conforme determina o Estatuto da Criança e Adolescente. Em casos que menores são usados por mandantes, abre-se outra investigação para buscar responsabilização de mandantes que geralmente usa de artifícios para não serem descobertos ou vinculados à investigação.
A motivação dos crimes são variadas e muitas vezes difícil revelar claramente, porém não raro os casos possuem como motivação a droga e bebida alcoólica.
Em que pese constantes ações da Polícia Militar e Civil no combate ao crime, Mânica lamenta que os números terem já ultrapassado aos do ano passado e revela que realmente o desejo sempre é a busca da diminuição, ou até a não existência de qualquer homicídio na cidade. Um único homicídio já é muito e preocupa principalmente pela maneira gratuita que acontece, levando sofrimento e dias de tragédia para familiares, pois trata-se de um ato de extrema violência e a vida é o bem mais precioso que todos possuem.
Contudo, o trabalho primordial da Polícia Civil é diante da ocorrência de um crime que não foi possível evitar, cumprir seu dever legal que é de investigação, ou seja, fazer diligências com foco em identificar autor, documentar provas convincentes contra o suspeito ou acusado, para que a Justiça possa cumprir o seu papel de julgamento e condenação. Para tanto a polícia precisa do apoio incondicional da população que pode contribuir efetuando denúncias, mesmo que anônimas.
As informações possibilitam agilidade, facilitam a busca de provas rápidas necessárias ao processo de investigação, contribuindo assim para rápida conclusão e prisão do criminoso. (Com informações do Setor de Comunicação da 11º SDP)



