PMs são presos por suposta participação em atentado em Maringá

Redação Anuncifácil

 

Um sargento e um cabo da Polícia Militar (PM) foram presos suspeitos de participarem em um atentado contra a casa do capitão Rogelho Aparecido Fernandes, em 13 de julho deste ano. Na ação, foram efetuados 12 disparos contra a residência. Um terceiro policial também estaria envolvido, mas ele não foi encontrado.

A polícia encontrou um arsenal com os envolvidos: armas ilegais, munições de diversos calibres, comunicadores, algemas e drogas.

 “Temos até pistolas 9 milímetros, que são de uso restrito. Nós mesmos, policiais militares, não podemos ter esse tipo de armamento”, comentou o comandante da PM, Antônio Padilha, à RPC TV. “São coisas que não deveriam nunca estar na posse desses policiais.”

Eles vão responder por diversos crimes e podem até ser expulsos da corporação. Os dois presos serão encaminhados para Curitiba ainda neste sábado. A PM informou que um deles pode ter participação nos atentados contra a Câmara Municipal de Maringá (CMM) e a sede da RPC TV Maringá e Gazeta Maringá.

 

Atentados

O atentado contra a Câmara aconteceu no fim de julho do ano passado. Na ocasião, dois homens em uma motocicleta pararam na calçada em frente à Câmara e um deles efetuou vários disparos com arma de fogo contra o prédio, localizado na área central da cidade.

As câmeras de segurança do local flagraram a ação dos bandidos, que estavam de capacete. Os tiros danificaram a porta de vidro principal, móveis da recepção e as paredes da Câmara. Nenhuma pessoa ficou ferida na ocasião.

Em março deste ano, a Polícia Civil prendeu o acusado de ter feito os disparos. O jovem, de 20 anos, preso na Vila Operária, teria confessado o crime. O outro envolvido no atentado é adolescente e foi apreendido em novembro de 2011.

Em agosto de 2011, a sede da RPC TV Maringá e da Gazeta Maringá foi alvo de 15 tiros disparados feitos por dois homens armados que estavam em uma motocicleta. Os tiros atingiram a recepção e destruiu vidros e aparelhos de televisão. Um dos seguranças do prédio estava no local no momento do atentado, mas não se feriu.

Uma perícia feita pela Polícia Civil comprovou que uma pistola de 9 milímetros foi utilizada no crime contra a Câmara e a sede da RPC TV e Gazeta Maringá. (Redação Gazeta do Povo)