PMDB opta por candidatura própria e lança Requião ao governo do Paraná
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Redação Anuncifácil
A convenção estadual do PMDB do Paraná decidiu, na sexta-feira (20), que terá candidatura própria para o governo do estado na eleição de 2014. O nome apontado pela maioria dos delegados do partido é o do senador Roberto Requião, que já governou o estado por três mandatos. A tese da candidatura de Requião venceu a proposta de coligação do PMDB com o PSDB do atual governador, Beto Richa. O partido ainda decidiu que o suplente de deputado federal Marcelo Almeida será candidato ao Senado. As decisões sobre o vice, suplentes ao Senado, e deputados, foram adiadas para que a legenda possa tentar atrair outros partidos para a coligação.
"O vencedor não sou eu, mas o MDB velho de guerra", disse Requião. Com um partido dividido na convenção, Requião comparou a vitória a um primeiro turno. Foram 319 votos favoráveis à candidatura própria, 250 em apoio à coligação com o PSDB, quatro votos nulos e um em branco.
Já Marcelo Almeida foi escolhido candidato ao Senado com 269 votos, em eleição realizada após a que escolheu Requião.
A convenção começou tumultuada, ainda pela manhã, com troca de socos e pontapés entre os adeptos à candidatura própria e os favoráveis a coligação com o PSDB. Houve, inclusive, um homem fantasiado de tucano - uma referência às denúncias de Requião de que Richa estaria nomeando em cargo de comissão delegados do PMDB, como o intuito de garantir a aliança. "O PMDB mostrou que é forte, que não está a venda, que não aceita cargo em comissão. O partido mostrou que resiste a empreguinhos, cargos comissionados e corrupção. Esses problemas agora não são mais nossos, nós vamos para a eleição, mas são problemas a serem investigados", afirmou o candidato, após o resultado. O governo estadual nega a denúncia, e enfatiza que não nomeou delegados do PMDB, atribuindo ao senador a obrigação de comprovar a irregularidade.
Outro princípio de confusão foi registrado logo após a divulgação do resultado da apuração que confirmou a candidatura de Requião. O grupo de militantes da ala do senador, em maior número do que os defensores da tese da coligação, tentou acompanhar o trajeto de Requião até o palco onde ocorreria o discurso. Porém, ao tentarem passar pela área isolada que dava acesso ao palco, houve tumulto e confronto com os seguranças do evento. Houve trocas de empurrões, mas a confusão logo foi dissipada. "Peço a todos que contenham o entusiasmo, que é muito, para que o presidente Serraglio possa dar seguimento à convenção", pediu Requião. (Redação G1 PR /Foto: Fernando Castro)
