PM que matou namorado em Londrina alega legítima defesa
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Redação Anuncifácil
A policial militar Maria Eugênia Pasquini, 28 anos, que matou o namorado a tiros na última quarta-feira (26), alega que o crime foi cometido em legítima defesa. Rodrigo Lino Ximenes, 21 anos, foi atingido por vários tiros no interior de um apartamento do Jardim Igapó, na zona sul de Londrina, onde o casal morava há cerca de uma semana.
O advogado da policial, João Gomes Filho, informou que vai aguardar a finalização do inquérito e o encaminhamento para Justiça antes de tomar qualquer iniciativa a respeito de um pedido de habeas corpus. A Polícia Militar está investigando o caso por se tratar de um crime envolvendo dois integrantes da corporação, já que Ximenes era um profissional em formação, e tem cinco dias para apresentar os resultados.
Segundo Gomes Filho, Maria Eugênia teria sido chamada pelo namorado até o apartamento. Como estava de serviço, com a autorização necessária, foi com um carro da corporação até o local, onde teria encontrado o rapaz com uma faca de aproximadamente 20 centímetros na mão. Ela teria sido ameaçada e para se defender disparou a pistola calibre 40 usada em serviço.
Nove cápsulas foram colhidas na cena do crime e o alto número seria justificado por ser uma arma semiautomática, de acordo com o advogado. As ameaças de Ximenes seriam frutos de ciúmes, mas o motivo da discussão João Gomes Filho preferiu não adiantar para não prejudicar as investigações e pelo abalo psicológico que vive Maria Eugênia atualmente.
A policial continua detida no 5º Batalhão, já o corpo do recruta foi sepultado na quinta-feira (27), no Cemitério Municipal de Arapongas (37 km de Londrina). (Redação O Diário)

