Paraná lidera ranking de estados com mandados de prisão por cumprir

IMAGEM ILUSTRATIVA

Redação Anuncifácil

 

Levantamento da Corregedoria Nacional de Justiça, braço ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), divulgado na sexta-feira (1º) mostra que o Paraná é o estado brasileiro com o maior número de mandados de prisão aguardando cumprimento. Segundo o balanço, no estado há 30.431 mandados em aberto.

Os números levam em conta somente os mandados expedidos pelos Tribunais de Justiça estaduais e federais de junho de 2011 a 31 de janeiro de 2013. O número de pedidos de prisão a serem cumpridos pelas polícias no Paraná corresponde a 15,79% do total de mandados em aberto no país. No período, o TJ-PR expediu 36,3 mil pedidos. Ou seja, do total de mandados expedidos no Paraná, 83,6% estão pendentes.

Conforme a Corregedoria Nacional de Justiça, no período analisado foram expedidos 268,3 mil mandados em todo o país. Destes, 192,6 mil, o correspondente a 71,7% do total, ainda não foram cumpridos. Depois do Paraná, os estados com o maior número de mandados aguardando cumprimento são Minas Gerais (28.641) e Goiás (20.885).

O balanço da Corregedoria foi feito com base nas informações contidas no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), sistema online que passou a ser alimentado a partir de junho de 2011. O BNMP foi criado por lei para ser um instrumento efetivo para o controle do cumprimento das ordens de prisão no país. O balanço nacional de mandados expedidos e aguardando cumprimento pode ser visualizado em tempo real por qualquer internauta. Também é possível pesquisar informações sobre processos específicos nos Tribunais de Justiça estaduais.

O Banco Nacional de Mandados reúne informações lançadas por tribunais estaduais e federais. A intenção do CNJ é que todas as ordens de prisão emitidas no país sejam lançadas no sistema e possam ser acessadas por membros das polícias Civil, Militar e Federal, além do Ministério Público e outros órgãos do Judiciário.

Segundo o CNJ, apenas o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul e o Tribunal de Justiça da Paraíba não atualizaram as informações junto ao banco, o que deve ser feito em, no máximo, dois meses. (Redação Gazeta do Povo)


Curta a página do site anuncifácil •••?Curtir no Facebook