Paraná lidera produtividade no setor de tecnologia
O Paraná liderou a produtividade e foi o estado que mais aumentou o faturamento do setor de tecnologia em 2019, ultrapassando estados com tradição na área, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
É o que mostra a pesquisa Tech Report 2020, da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e da empresa de big data Neoway. O estudo, lançado nesta semana, traz um panorama do setor em Santa Catarina, incluindo também informações sobre o desenvolvimento da área no País.
As 19,6 mil empresas de Tecnologia da Informação (TI) do Paraná faturaram, no ano passado, R$ 21,2 bilhões, valor que ficou abaixo apenas do estado de São Paulo, que concentra quase metade das empresas do setor. Enquanto na média nacional houve queda no faturamento, o Paraná apresentou o melhor desempenho do País, com crescimento de 25,6% com relação ao ano anterior.
Na pesquisa, o índice de produtividade na área de TI, que o Estado também lidera, é calculado considerando a razão entre o faturamento médio e a média de colaboradores por empresa. Com isso, a produtividade do setor no Paraná chegou a R$ 90 mil no ano passado, valor bem acima da média brasileira, de R$ 52 mil, e de Santa Catarina, que vem na segunda posição, com R$ 77 mil.
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2017 havia 144 turmas em oito cursos universitários ligados à área de TI no Paraná. Mesmo com a oferta de 46 mil vagas naquele ano, a falta de interesse pela área e a evasão são ainda muito altas, com cerca de 15 mil ingressantes e nem 4 mil concluintes.
Enquanto houve uma tendência de queda no restante do País, o número de empresas de base tecnológica no Paraná passou de 19 mil, em 2018, para 19,6 mil em 2019. No quadro geral, o Paraná é o quarto estado com o maior número de empresas, atrás de São Paulo (122,7 mil), Rio de Janeiro (30,3 mil) e Minas Gerais (26,3 mil).
O fortalecimento do ecossistema de inovação, com um suporte maior às startups, é outro foco de atuação do Governo do Estado. Há programas específicos para fomentar o empreendedorismo inovador no Paraná, como a Sinapse da Inovação, que destinou R$ 3,5 milhões para o auxílio de 92 empresas, além de oferecer capacitações e incubação para tirar os projetos inovadores do papel.
Outra iniciativa é o programa Centelha, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e executado no Estado pela Fundação Araucária. O Centelha está com inscrições abertas para selecionar negócios inovadores, oferecendo capacitações, recursos financeiros e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso.
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Fomento Paraná contam com linhas de crédito voltadas às empresas de base tecnológica. O BRDE Labs foi lançado no ano passado para apoiar, capacitar e dar aporte financeiro às startups. Já a Fomento é parceira da Assespro, que foi credenciada pelo banco de crédito para viabilizar operações de financiamento para as empresas associadas à entidade em todo o Estado. (AEN)
