PARANÁ: Homem é preso por engano duas vezes após ter CPF usado por criminosos
O funileiro Carlos Jusviaki, de Curitiba, foi preso duas vezes por engano após ter o número do CPF usado por criminosos para habilitar linhas de telefone celular, segundo o advogado que o representa, Fábio Ribeiro.
"Foi uma injustiça o que fizeram comigo (...) Eu sendo preso no lugar deles, injustamente, e eles numa boa", afirma Jusviaki.
Carlos conta que a primeira prisão dele foi expedida pela Polícia Civil do Distrito Federal, sob a alegação de que ele fazia parte de uma organização criminosa. Com o número dele, traficantes negociavam a venda de drogas sintéticas.
Após ser preso, o delegado que coordenou a operação atestou que não havia provas de que ele e outros dois investigados pertenciam às organizações criminosas. Mesmo assim, o funileiro ficou preso temporariamente por 29 dias.
"Eu não sabia o que ia acontecer, se eu iria apanhar, o que iria acontecer", lembra.
Depois de cumprir a prisão temporária, Carlos voltou para Curitiba e, 11 meses depois, foi preso de novo pelo mesmo motivo. Desta vez, foram mais sete dias de prisão, expedida pela Polícia Federal de São Paulo.
Ele conta que cumpriu sete dias preso e conseguiu ser solto, depois que o advogado descobriu o que havia acontecido.
O advogado de Carlos afirma que o cliente teve o CPF clonado e que, por isso, mesmo em liberdade, ainda há chances de que ele volte a ser preso. A defesa afirma que outras linhas de telefone celular foram habilitadas no nome do funileiro.
"Agora ele é uma pessoa com antecedentes criminais. Ninguém sabe que ele é inocente", diz o advogado.
A Polícia Federal de São Paulo informou que a investigação que levou à prisão de Carlos ainda não foi concluída e que, por isso, não vai se manifestar. A Polícia Civil do Distrito Federal afirmou que ele não foi indiciado no caso. (Com informações e fotos do G1/PR)
