Paraná é um dos dez estados ainda em alerta vermelho para Covid-19, diz Fiocruz

O Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins, estão com alerta vermelho para Covid-19. Isto é que afirmou o coordenador do programa de Computação Científica da Fiocruz, Daniel Villela durante o evento “O Brasil após seis meses de pandemia da Covid-19 - I Ciclo de Debates do Observatório Covid-19”, durante a semana.

Segundo Daniel Villela, os dados de contágio por covid-19 se mantiveram constantes em um nível ainda alto ou mesmo tenderam a aumentar com a flexibilização do isolamento social, a reabertura dos setores econômicos e o consequente aumento da mobilidade das pessoas, a partir de junho nestes estados.

Os gráficos do Observatório Fluminense Covid-19 mostraram que Amapá, Rio Grande do Norte e Sergipe estão em verde, “vencendo” a pandemia na análise de número de casos por semana, de acordo com a classificação “semáforo” feita pelos pesquisadores.

A curva de contágio no país saiu do padrão esperado para uma epidemia, que normalmente tem um crescimento muito rápido e depois cai de forma constante. Os dados são do InfoGripe que monitora as internações no país por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

A Secretaria de Saúde do Paraná informou na sexta (11), mais 2.303 novos casos e 70 mortes pela infecção causada pelo novo coronavírus. O Paraná soma 149.072 casos e 3.741 mortes em decorrência da doença.

Daniel Villela afirmou que a epidemia não passou e que a flexibilização deve ser local, gradual e coordenada entre todos os níveis de governo e entidades.

O pesquisador Guilherme Werneck, do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), destacou que a pandemia de covid-19 é “o maior desafio da nossa geração”, por motivos como o rápido espalhamento do vírus, a taxa de letalidade relativamente alta, a falta de vacina e de conhecimento sobre tratamentos eficazes, a ineficiência inicial dos testes diagnósticos e também a falta de suprimentos médicos e de equipamentos de proteção individual. (Agência Brasil)