Paraná é o segundo estado com maior número de furtos e extravios de explosivos

Paraná é o segundo estado com maior número de furtos e extravios de explosivos

 

O Paraná é o segundo estado com maior número de explosivos furtados ou extraviados, de acordo com levantamento feito pelo Exército Brasileiro, referente ao período de janeiro de 2011 até o dia 11 junho de 2012. O estado registrou dez casos e só ficou atrás de Minas Gerais, que teve 15 ocorrências. O número, segundo o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região, reflete diretamente nos frequentes casos de explosões a caixas eletrônicos.

Foram quatro extravios no Paraná no período levantado pelo Exército, que aconteceram nos municípios de Tunas do Paraná e Campo Largo, entre novembro e dezembro de 2011. Os outros seis casos foram de furtos, todos registrados em maio de 2012, nas cidades de Campo Largo, Colombo, Rio Branco do Sul e Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. Bananas de dinamite, espoletas, estopins, cordéis detonantes e retardo foram os materiais desviados e levados por assaltantes.

Para o presidente do sindicato, João Soares, falta fiscalização. “As mudanças devem começar por uma fiscalização mais efetiva por parte do Exército com relação à comercialização de explosivos, ao transporte usado e aos locais de armazenamento desses materiais, o que hoje é feito somente por amostragem aqui no Paraná”, disse. Em março deste ano, foi realizada uma audiência pública na Assembleia Legislativa para discutir o assunto e, na ocasião, o Exército do Paraná alegou que faltava um controle rigoroso dessas empresas por falta de efetivo, conforme informou o Sindicato dos Vigilantes. O Exército do estado não foi encontrado para comentar sobre o assunto.

Outra medida que o presidente sugere é a criação de uma norma que determine o local onde os caixas eletrônicos podem ser instalados. “O caixa tinha que ficar atrás da porta giratória com detector de metais nas agências. Outro problema é em postos de gasolina, às vezes colocam o caixa perto de uma bomba de combustível, o que coloca a vida das pessoas em risco”, disse Soares. Além disso, o presidente lembra sobre importância de o banco ter câmeras de segurança para que, em caso de violação do caixa eletrônico, seja possível fazer a identificação e captura dos assaltantes.

Como uma forma de conter o extravio, furto e roubo de cargas, o Exército alterou a norma de controle de explosivos, publicada no Diário Oficial da União em 4 de junho deste ano, e passou a exigir que as empresas que atuam com explosivos tenham um “plano de segurança”, no qual devem descrever todos os elementos do sistema de segurança, em instalações internas e nas rotas de transporte.

Além disso, as empresas devem implantar um banco de dados que permita rastrear os explosivos vendidos em todo o país e cada explosivo deverá ter uma identificação seriada, na qual seja possível identificar sua origem. A norma também exige que as companhias mantenham um balanço atualizado de cada entrada e saída de material.

As empresas autorizadas a exercer atividade com explosivos também devem comunicar as ocorrências de furto, roubo, perda, extravio ou recuperação de explosivos e acessórios à Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados (DFRC), pela internet, em até 24 horas após o fato.

As exigências já estão em vigor e as empresas tem o prazo de 180 dias, que termina na primeira quinzena de novembro, para se adequar.

 

 

Redação Anuncifácil

Fonte: Gazeta do Povo