Pai e filho salvam vidas como bombeiros

Redação Anuncifácil

 

Crescer convivendo no ambiente de trabalho do pai ajudou o jovem Thawan Locks,de 22 anos, a optar pela carreira de bombeiro. Ele é filho de Franscisco Locks, de 46 anos de idade e 21 de profissão.

Ambos atuam no quartel do 9º Grupamento do Corpo de Bombeiros em Foz do Iguaçu, onde o pai é telefonista do plantão de emergência 193 e o filho atua em outras áreas, mas já fez curso para ser socorrista de ambulância do SIATE.

Francisco conta que a opção pela careira de bombeiro veio por acaso, já que estava pretendia ser policial ambiental. No entanto ao passar pelo quartel localizado entre as ruas Bartolomeu de Gusmão e Castelo Branco, viu um cartaz com chamada para o concurso. Após sua aprovação foi enviado para Escola de Bombeiros de Cascavel, onde se formou.

Entre as ocorrências com fogo de maior intensidade em Foz do Iguaçu, Francisco se lembra dos incêndios na Transiguaçu, Supermercado Muffato do Boicy e no Village São Francisco, este último com a morte de duas pessoas. A primeira atuação em conjunto foi incêndio do depósito do Supermerercado Muffato, em 2009, quando o filho então com 18 anos nem era bombeiro, mas atuou como voluntário. Oficialmente a dupla estreou no combate a um incêndio de uma loja de roupas usadas na vila Portes.

Pai e filho também salvaram vidas, em especial de crianças. Francisco já foi condecorado como Bombeiro do Mês ao atender uma situação de emergência, envolvendo engasgamento de um bebê. Enquanto a ambulância se deslocava para o salvamento, Francisco repassou a uma pessoa via telefone os procedimentos para socorrer uma criança, fazendo com que ela voltasse a respirar.

Já o filho teve seu mérito reconhecido ao atender uma situação de emergência envolvendo a uma criança com queimaduras na língua, devido a um choque elétrico. A rapidez no atendimento e encaminhamento ao hospital foi fundamental para salvar a vida da criança.

Sobre a carreira de bombeiro, ambos concordam que a profissão traz uma enorme satisfação pessoal, sabendo que a população reconhece o trabalho deles. “É muito gratificante quando se consegue salvar uma vida ou bem material conseguido com muito esforço”, completou Francisco.

Francisco só reclama do grande número de trotes repassados ao telefone de emergência, envolvendo crianças e até adultos. Enquanto a reportagem estava na sala uma criança com voz de aproximadamente uns cinco anos ligou dizendo coisas ininteligíveis, atrapalhando o serviço do bombeiro. No entanto no Dia do Bombeiro, a população liga para parabenizar o profissional pela passagem da data. (Redação Notícias Policiais)