Oito ex-vereadores de Londrina são condenados à prisão - Entre eles, três são candidatos em outubro
Oito ex-vereadores de Londrina são condenados à prisão - Entre eles, três são candidatos em outubro
Os ex-vereadores Flávio Vedoato, Gláudio Renato de Lima, Henrique Barros, Jamil Janene, Luiz Carlos Tamarozzi, Renato Araújo, Sidney de Souza e Orlando Bonilha foram condenados à prisão pelos crimes de concussão (quando o agente público se utiliza do cargo para obter vantagem indevida), formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Com exceção de Araújo e Bonilha, todos os outros tiveram pena de 9 anos e 10 meses, em regime fechado.
Por ser considerado o mentor do crime, Renato Araújo teve a maior pena decretada. De acordo com a sentença do juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina, Katsujo Nakadomari, ele deve cumprir um ano a mais que os comparsas, ou seja, 10 anos e 10 meses de reclusão, também em regime fechado. Já o vereador Orlando Bonilha, teve a pena diminuída para quatro anos e dois meses por ser réu colaborador.
Além dos ex-vereadores, o assessor parlamentar de ex-vereador Osvaldo Bergamim, Julio Cesar de Lima Romagnolli, foi condenado a 6 anos, já que não foi acusado de concussão. Apesar de falecido, Bergamim também foi denunciado pelo Ministério Público (MP) do Paraná.
Entre os ex-vereadores condenados, três - Janene, Tamarozzi e Sidney de Souza - são candidatos e tentam a reeleição em outubro.
Crime
Segundo a denúncia, os parlamentares teriam agido em conluio para aprovação de projeto de lei que autorizava o município doar um terreno no Jardim Bela Suiça ao empresário Ângelo Marcelo Caldarelli. De acordo com o MP, Renato Araújo, que havia sido procurado pelo empresário para tratar da tramitação da matéria, disse ao empresário que ''alguns vereadores não votariam a favor caso não houvesse o pagamento de valores em dinheiro a cada um deles''. Araújo foi considerado pelo juiz o mentor do crime.
O ex-vereador teria apresentado uma lista, com o nome dos parlamentares, com os valores que cada um queria para aprovar a matéria. De acordo com a denúncia, após o acerto sobre o pagamento da propina, Bonilha, na condição de presidente da Câmara, providenciou a tramitação do projeto em urgência e, após segunda votação, foi editada a lei 9.898/2006, mais tarde sancionada pelo próprio Bonilha, quando chefiou o Executivo interinamente. O dinheiro foi depositado na conta de Romangnolli ''visando não causar desconfiança em eventual quebra de sigilo''.
Os advogados dos condenados declararam à Folha de Londrina que consideram a pena absurda e que vão entrar com recurso no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. (Com informações dos repórteres Edson Ferreira e Loriane Comeli, da Folha de Londrina).
|
Redação Anuncifácil Fonte: Bonde |