Número de ataques a banco no Paraná dobra em um ano
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Redação Anuncifácil
Os bancos e caixas-eletrônicos estiveram na mira de bandidos com maior frequência em 2012. Um levantamento divulgado pelo Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região (Sindivilantes) aponta que o número de ataques mais que dobrou em um ano, saltando de 98 ocorrências em 2011 para 208 no ano passado. O balanço leva em conta assaltos e tentativas de assaltos a bancos, arrombamentos de caixas-eletrônicos e explosões dos terminais.
A modalidade de ataque que mais esteve em evidência foi a explosão de caixas-eletrônicos. O número deste tipo de crime saltou de oito casos em 2011, para 104 no ano passado. As ocorrências de assaltos e arrombamentos também aumentaram, mas a índices menores (ver quadro ao lado).
Ataques a bancos em 2012
Explosões de caixas eletrônicos: 104
Arrombamentos de caixas eletrônicos: 70
Assaltos a banco: 34
Total: 208
Ataques a bancos em 2011
Explosões de caixas eletrônicos: 8
Arrombamentos de caixas eletrônicos: 61
Assaltos a banco: 29
Total: 98
Modalidades de ataques
Arrombamento: quadrilha viola os caixas eletrônicos, usando maçaricos, pés-de-cabra ou marretas
Explosão: quadrilha destroi o compartimento dos caixas eletrônicos que guarda o dinheiro, usando explosivos
Assalto: quadrilha invade a agência e, mediante grave ameaça, rouba o estabelecimento
Para a polícia, as quadrilhas têm optado por explosivos para efetivar os ataques por conta da possibilidade de a ação ser concluída em menos tempo e com menos riscos aos bandidos.
“A explosão é muito rápida e os elementos podem ficar pouco tempo dentro das agências. Nos arrombamentos com pés-de-cabra ou maçarico, por exemplo, a ação é demorada e chama mais a atenção”, disse o delegado Hamilton da Paz, chefe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).
O presidente do Sindivigilantes, João Soares, avalia que terminais eletrônicos colocados em estabelecimentos comerciais têm sido os principais alvos dos ataques. O sindicato defende a criação de leis estaduais e municipais que estabeleçam critérios para a instalação dos caixas-eletrônicos fora das agências bancárias. “Tem que ter a lei, dizendo que dispositivos de segurança um estabelecimento precisa ter para ter um caixa-eletrônico. Não é possível que os clientes continuem a correr esses riscos”, defendeu.
Investigações
Via de regra, as investigações dos ataques partem do levantamento do local onde os crimes ocorreram e, principalmente, da análise de imagens gravadas por câmeras de segurança. Segundo Hamilton da Paz, a partir destes elementos é que a polícia traça a melhor estratégia para identificar os bandidos que integram as quadrilhas.
“A prisão em flagrante neste tipo de crime é muito difícil. Então, a identificação é feita com o decorrer das investigações, do trabalho de polícia judiciária. Em seguida, pedimos a prisão temporária dos acusados”, explicou o delegado.
Um entrave ao trabalho da polícia é a “multiplicação” dos métodos dos criminosos. Segundo o delegado, bandidos que não dominavam determinadas técnicas são contratados para um ataque e acabam aprendendo como agir. “Ele [o ladrão] aprende e monta sua própria quadrilha para outros ataques”, aponta Hamilton da Paz.
Para o Sindivigilantes, no entanto, o trabalho policial não tem sido satisfatório. Soares alega que tem havido falhas na fiscalização da comercialização e transporte dos explosivos – tarefa de responsabilidade do Exército. Ele também cobra maior efetividade da polícia na prevenção e investigação dos ataques a bancos. “A gente vê muito poucas informações de que quadrilhas foram pegas. Não é possível que a polícia não consiga capturar os bandidos”, disse. (Redação Gazeta do Povo)

