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Nova tabela de salários não agrada policiais militares que mantém mobilização

Por Redação Anuncifacil -

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As novas tabelas de salários decepcionaram os policiais militares, que realizaram uma assembleia na tarde deste sábado (03), em Curitiba. O governo estadual anunciou que seria o segundo melhor salário do país, mas o Coronel Eliseu Furquim, da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares (Amai) garantiu que essa notícia foi divulgada de forma mistificadora, em entrevista à Banda B, e garante que a PM continua mobilizada.

 

Segundo o coronel Furquim, a tabela oferecida pelo governo foi muito aquém do esperado, e aumenta a distância da valorização entre as Policia Civil e Militar. “O teto das policias sempre foi semelhante, as policias são coirmãs, trabalham juntas e não podem ter uma diferença de mais de R$ 800, como é colocada agora”, diz. Furquim afirma que essa decisão só acentua uma desvalorização da PM. “Se continuar assim, em quatro anos a diferença de salários seria de 4,5 mil reais”, reclama.

 

Ele diz que o subsídio está estabilizado, já possuem um valor fixado e agora vão analisar criteriosamente. “Vamos analisar o teto, mas o piso é inaceitável, se queremos que um policial cumpra esta tarefa nobre de ir em conflitos, ele tem que receber dignamente. O policial tem que estar focado e ter discernimento para que um conflito não se amplie”, afirma.

 

Greve

 

Furquim garante que a greve continua descartada, mas que a PM se mantém mobilizada. “Temos exemplos de que a greve é ruim para todo mundo. A sociedade é penalizada e o patrão não, então vamos nos comportar conforme a deliberação. Manteremos a mobilização, manteremos a banca de negociação e esperamos que tenhamos uma resposta a altura”, informou.

 

Evolução

 

Após a assembleia, o coronel disse que os soldados que entram na PM hoje são muito inteligentes. “Nossos soldados disputam score com a medicina da Universidade Federal do Paraná. A polícia evoluiu, os problemas evoluíram e temos que ter consciência das nossas obrigações, então esperamos que o governo melhore o diálogo conosco”, diz.

 

“Queremos que o povo cobre da polícia o valor que nós recebemos, assim seremos todos bem protegidos”, completou.

 

Banda B