Museu de História Natural de Cornélio Procópio será levado a outras cidades do Estado
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Redação Anuncifácil
O Museu de História Natural do Instituto Harpia firmou um contrato com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para a montagem do museu itinerante em várias cidades do Estado. A primeira exposição das espécies de animais do Cerrado, da Mata Atlântica, do Pantanal e animais exóticos ocorreu, recentemente, no Show Rural, em Cascavel (Oeste). Neste primeiro semestre, o acervo seguirá para Paranavaí, de 1 a 10 de março; Umuarama, de 7 a 17 de março; Londrina, de 4 a 14 de abril; Maringá, de 9 a 19 de maio e Campo Mourão, de 9 a 14 de julho. A mostra é embasada em critérios ecológicos, do meio ambiente e em etologia (comportamento dos animais).
Segundo o professor João Galdino, diretor do Instituto Harpia e professor da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), a montagem do estande lembra um safári noturno. Em um túnel com cerca de 15 metros de comprimento por 3,5 metros de largura, foi montado um cenário que lembra em detalhes todo o ambiente selvagem. "Nós cobrimos todo o percurso com vegetação natural, adequado a cada espécie. O ambiente é totalmente escuro e apenas com um farolete, nossos guias vão apresentando vários tipos de animais que integram o nosso ecossistema e também alguns animais exóticos de várias partes do mundo. Um sistema de som ambiente leva o visitante a se sentir perto de um rio, de uma cascata, ou perto de animais ferozes ou pássaros de vários tipos e isto torna o passeio ainda mais interessante. A cada metro, uma surpresa surpreende os visitantes, porque apenas o foco de luz da lanterna ilumina cada parte do corpo dos animais e das plantas estrategicamente colocadas", observou João Galdino.
Há mais de 40 anos, o professor João Galdino vem montando as peças para o Museu de História Natural de Cornélio Procópio, considerado um dos mais completos da América Latina. Ele recebe os animais mortos de zoológicos ou de propriedades agrícolas e, através do processo de taxidermia, prepara a estrutura dos animais deixando-os semelhantes como estavam em seu habitat. "Algumas pessoas confundem taxidermia com empalhamento de animais. Nossa técnica é muito mais avançada do que esta que preconizam sem conhecimento. Nós não empalhamos animais. Nós os deixamos como se eles estivessem vivos, porém, imóveis em posição natural. Todo o nosso acervo foi confeccionado desta maneira. Até um tigre de Bengala, com mais de três metros de cumprimento e que pesa mais de 300 quilos nós estamos mostrando ao público que não tem condições de visitar grandes museus neste País", explicou o diretor. (Reportagem de Marcos André de Brito da Folha de Londrina)



