Mulher diz que filho foi agredido por policiais dentro de presídio, comando da ROTAM nega o fato

Redação Anuncifácil

 

Segundo afirmou a senhora Simone de Fátima Bueno, mãe do detento Alisson Carlos Bueno, 23, que cumpre pena no Setor de Carceragem Provisória de Cornélio Procópio (SECAT), a avó do rapaz foi avisada que os policiais militares que faziam revistas nas celas estavam “matando” os presos.

Diante da notícia, Simone diz que procurou os carcereiros que administram o mini-presídio e foi informada que seu filho desacatou os policiais e foi denunciado por isto.

Conforme relatou a mulher, Alisson teve o braço quebrado quando outro detento provocava os policiais militares. Simone disse que vários presos foram agredidos violentamente e isto sempre ocorre quando há revistas nas celas.

A senhora acusou os policiais de estragarem os alimentos, danificarem lençóis e outro objetos que são levados aos presos por familiares e que isto ocorre durante as revistas.

Alisson esta preso por roubo e pode estar envolvido em outras ocorrências semelhantes. Ele já foi acusado de dano ao patrimônio público, caso este que Simone diz que ele foi empurrado contra a viatura policial em uma abordagem, danificando o veículo.

Contrariando a acusação da senhora, o Comandante da ROTAM Sgt. Golçalvez assegurou que durante a revista nas celas ouve um princípio de tumulto por parte dos presos, onde os PMs foram obrigados a usarem de força moderada para conter os detentos.

Segundo Sgt. gonçalves, Alison teria o braço trincado em um momento de descontrole, quando desferia golpes contra a porta de ferro da cela, usando seu próprio braço.

Simone reconhece que o filho não é “santo”, mas esta pagando por seus erros. Por outro lado ela diz que os policiais relatam que seu filho é tranquilo. Como mãe, Simone condena a suposta agressão e pede que as autoridades tomem providências para que isto não o ocorra mais, nem com seu filho, muito menos com os outros detentos.

No dia 22 (sexta feira), outro incidente foi registrado no SECAT, quando os detentos Cristiano e Rodrigo Barboza desacataram uma equipe policial que buscava alguns objetos que foram jogados aos presos durante o horário de visitas.

Os detentos proferiram palavras de baixo calão e faziam gestos obscenos contra os PMs, que os alertaram que medidas cabíveis seriam tomadas. Um terceiro preso, de nome Luan se envolveu na confusão e aterrorizou uma carcereira, dizendo que sabia onde ela morava em tom ameaçador.

O SECAT se tornou uma verdadeira “panela de pressão” preste a explodir. Há tempos vem ocorrendo fugas e objetos ilícitos são jogados aos detentos praticamente todas as semanas. Os presos, apesar de serem criminoso cumprindo pena, são obrigados a viver em um contener, o que é desumano. Algo deve ser feito de imediato e as autoridades não podem deixar este assunto de lado. Os políticos e administradores públicos devem buscar uma solução para este problema, visando ampliar o local, oferecendo maior comodidade e segurança, tanto para presos, como carcereiros e agentes que fazem o patrulhamento do local. Caso isto seja inviável, que fechem o mini-presídio de vez e encaminhe os detentos a verdadeiros prédios penitenciários do Estado.




Ouça a Versão de Simone sobre a suposta agressão no SECAT