MP-PR investiga suposta tortura contra presos suspeitos de estuprar e matar a adolescente Tayná
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Redação Anuncifácil
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) informou, em nota divulgada na quarta-feira (10), que está investigando denúncias de ocorrência de tortura dos presos suspeitos de estuprar e matar a adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Segundo a 2ª Promotoria de Justiça da comarca do município, as investigações acontecem em procedimento independente, que não tem relação com o inquérito do crime que vitimou a menina.
O inquérito policial, conduzido pela Delegacia de Polícia de Alto Maracanã, foi entregue ao MP-PR no final da tarde de segunda-feira (8). Na manhã de terça, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) confirmou que o sêmen encontrado no corpo da garota não pertence a nenhum dos acusados detidos.
O MP-PR informou que os referidos autos vêm sendo analisados e que já solicitou diligências complementares à Autoridade Policial. "Além disso, ontem (09/07), já foram solicitados documentos do Instituto de Criminalística do Estado do Paraná", diz o documento.
A Promotoria de Justiça frisa, no entanto, que os autos tramitam em segredo de Justiça, em razão da natureza do crime (contra a dignidade sexual), bem como a qualidade da vítima, que é adolescente, "sendo vedada expressamente a divulgação de dados e detalhes sobre o caso".
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O crime
O corpo de Tayná Adriane da Silva foi encontrado no dia 28 de junho em um matagal na Rua Márcio Cardoso, em Colombo, após quase 15 horas de busca. A adolescente estava sumida desde a noite da terça-feira anterior (25), quando saiu de casa para se encontrar com uma amiga. Por volta das 20h30, ela enviou mensagem ao celular da mãe avisando que voltaria logo, mas acabou não aparecendo. A família registrou boletim de ocorrência no mesmo dia.
Desde o início das apurações, há contradições nas versões apontadas pela polícia. O delegado Fábio Amaro, titular da Delegacia de Pinhais, que estava respondendo pela Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, afirmou que Adriano Batista, 23, Sérgio Amorin da Silva Filho, 22, e Paulo Henrique Camargo Cunha, 25, mataram a menina depois de terem mantido relações sexuais à força com ela. Ezequiel Batista, 22, irmão de Adriano, também foi detido e indiciado por ter acompanhado o que ocorreu e nada ter feito para evitar. Os quatro são funcionários de um parque de diversões, por onde a garota passava diariamente, entre 17h e 17h30, e voltava entre 20h30 e 21h.
Segundo Amaro, os acusados sabiam do trajeto que a menina percorria e arquitetaram o plano para violentá-la. "Ela foi morta por asfixia mecânica. Quando isso acontece, o corpo dá alguns sinais, num deles surgiu um bolo fecal, onde foi comprovada a presença de sêmen", contou, ao entregar o inquérito.
O delegado afirmou ainda que, após o primeiro depoimento, e antes do corpo ser encontrado, os suspeitos prestaram outro, bem mais detalhado, e que essas informações, se comparadas com os resultados de exames técnicos existentes, não colocavam dúvidas de que foram eles os responsáveis pelo crime.
Entretanto, ainda no início das investigações, a perita Jussara Joeckel teria dito que a menina não foi estuprada. Isso porque, de acordo com ela, o corpo da garota não apresentava sinais de estupro ou luta corporal. (Redação Bonde)



