Movimento de Ação Popular faz manifesto contra Justiça do Trabalho de C. Procópio e ganha repercussão no Paraná

Na manhã de sexta-feira (9), um protesto foi realizado em frente à sede da Justiça do Trabalho de Cornélio Procópio e ganhou repercussão na mídia estadual.

Os manifestantes se concentraram na Avenida XV de Novembro com faixas e gritando palavras de ordem contra a juíza titular de Vara do Trabalho, exigindo agilidade nos processos trabalhistas e decisões mais coesas por parte da magistrada.

O ato, chamado de "Movimento de Ação Popular", foi anônimo e não teve representantes oficiais, mas ficou subentendido que foi organizado por comerciantes e empresários locais.

De acordo como Juiz do Trabalho, Cícero Ciro Simonini Júnior, representante da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 9ª Região do Paraná, que acompanhou o protesto, precisa ser estabelecido um canal de diálogo para resolver atritos entre a Juíza Titular de Vara do Trabalho da 2ª Vara de Cornélio Procópio, a magistrada Emília Simeão Albino Sako e empregadores, de forma produtiva, instaurando uma “pacificação” social.

Após a manifestação, que foi acompanhada por agentes da Polícia Federal e policiais militares, houve uma reunião entre os manifestantes, advogados e o magistrado.

Anteriormente, o clima chegou a ficar tenso quando um advogado, que afirmava representar empresas interessadas, fez severas acusações contra Juíza que ministras os processos e os colegas que defendem ex-funcionários nas ações trabalhistas.

Na reunião foi feito um acordo inicial, sendo o grupo interessado aconselhado pelo Juiz Cícero Ciro Simonini Júnior a tomar cuidado ao exacerbar o confronto, fazendo comentários e acusações maldosas, manchando a honra de juízes e advogados, com base em suposições sem dados objetivos e isso vai ser apurado pela Associação dos Magistrados, onde providências serão tomadas perante a Justiça.

Para a representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Thais Takahashi, o manifesto atacou o poder Judiciário e de forma direta, a Juíza Titular do Trabalho da 2ª Vara e para a advogada, tal ato instiga o ódio, o que ela não vê com bons olhos, não sendo isso que a população precisa no momento e sim o diálogo.

Uma reunião já está marcada junto ao Conselho de Desenvolvimento Econômico do município (CODEP), para tratar destes assuntos de forma específica, que no manifesto não foi apontando, trazendo situações que parecem serem direcionadas a uma única empresa, visto que no ato havia poucos empresários, relatou a advogada.

Takahashi questionou a acusação dos manifestantes, que afirmaram que o município não se desenvolve em virtude da Justiça do Trabalho, porém a jurista apresentou dados que demonstram que, na região, mais precisamente na cidade de Santo Antônio da Platina, houve um ligeiro crescimento na sua população, não havendo relação com o este argumento, estando o problema mais relacionado à advocacia preventiva, que evitaria o empasse judicial que enfrentam, por teoricamente não seguirem corretamente as Leis.

A presidente da OAB, ainda comentou sobre a atitude do colega, que agiu de forma questionável, acusando a Juíza, ela e a advogada Roberta Sotille de favorecimento, o qual deverá responder por isso.

A advogada Thais Takahashi relatou ao representante da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho, que ouviu de funcionários de empresas, que também estiveram no local, que de forma velada, foram coagidos a participarem da manifestação, que para o Juiz é algo muito sério e deve ser investigado pelo Mistério Público.

Horas depois da manifestação, em seu escritório, o empresário do ramo da construção civil, Ivan Misael, falou sobre a manifestação, afirmando que desejava deixar claro que o grupo ficou um tanto receoso em falar perante o magistrado quando questionado, temendo os empresários serem injustiçados por defender as suas reivindicações, ainda mais quando foi proposto um "desafio" com o termo “ter coragem”.

Ivan falou sobre os empresários e comerciantes que estiveram na manifestação e nem dez por centro entre eles escaparam de passar por uma situação judicial trabalhista, a qual não teve a causa ganha.

Ivan usou como exemplo a sua própria empresa, que após passar por cinco condenações nos últimos três anos, ao que se refere em ações trabalhistas, totalizou uma perda de cento e oitenta mil reais, devido a testemunhos desonestos, segundo ele, como o caso de uma testemunha, que afirmou ter presenciado uma situação de agressão em um departamento que ela nuca teve acesso e pior, não pertencendo ao quadro de funcionários na época que supostamente teria ocorrido o fato, o que é um absurdo aceito pelo Juiz.

O Grupo Barros emprega cerca de noventa funcionários, beneficiando suas famílias e não há nada contra a Justiça, mas os mecanismos que são usados pelos advogados, que se armam contra os empresários, usando de meios ardilosos para culpa-lo, relatou o empresário.

Para Ivan, a lei precisa urgentemente ser atualizada e todos os empresários, que se tivessem ido à manifestação teriam parado a cidade, compartilham do mesmo pensamento.

Com situações que ocorrem constantemente como o fato narrado acima, os empresários e comerciantes da cidade acabam perdendo o ânimo e ou fechando o seu negócio, por não terem condições de investir em sua empresa devidos as perdas, prejudicando toda a comunidade, finalizou Ivan Misael.

 

  

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O JUIZ CÍCERO CIRO

SIMONINI JÚNIOR:

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A PRESIDENTE DA OAB,

A ADVOGADA THAIS TAKAHASHI:

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EMPRESÁRIO IVAN MISAEL BARROS: