Motoristas e cobradores do transporte urbano de C. Procópio realizam ato e paralisam ônibus
Na manhã de segunda-feira (14), organizados pelo sindicato da categoria, motoristas e cobradores do transporte urbano de Cornélio Procópio realizaram um ato e suspenderam as atividades da Viação Procopense durante o dia em protesto.
Eles exigem o pagamento do salário de novembro e 13ª salário, que ainda não foram realizados pela empresa.
Conforme informações extras-oficiais, a Viação Procopense passa dificuldades financeiras e tentam reequilibrar os custos com o transporte público junto ao poder público, ocorrendo um impasse entre a empresa e a prefeitura.
Segundo um estudo divulgado recentemente por técnicos contratados, a empresa, que adquiriu novos ônibus, não consegue arcar sozinha com os gastos, que incluir a folha de pagamento dos funcionários e os custo de manutenção dos veículos.
Para os diretores da Viação Garcia, fica muito difícil manter o serviço com o preço da passagem a R$3,00 e sem o subsídio da prefeitura.
Em entrevista para um programa de rádio na manhã de segunda-feira, o prefeito Fred Alves afirmou que a prefeitura está rigorosamente em dia com sua obrigações com a Viação Procopense, não devendo nenhum centavo para empresa, inclusive comprando todos os meses cerca de trinta mil vales transportes, que representa um valor expressivo para os cofres públicos.
Fred disse que a paralisação é um prejuízo para população e para os funcionários públicos, que já estão em posse dos vales transporte, não podendo usá-los e o fato já está sendo comunicado ao Ministério Público.
O prefeito lamenta o atraso nos salários dos funcionários, mas a obrigação e única e exclusivamente da empresa resolver a situação.
Fred salientou que no momento que foi fechado a licitação com a Viação Procopense, por contrato ficou acordado que o custo da passagem ficaria em R$3,00, mas tempos depois mudou-se de ideia, e a empresa passou a exigir um aumento para R$4,70, que foi negado pelo poder público, por ser inviável para população.
O prefeito esclareceu que os aumentos são autorizado por Lei de acordo com índice inflacionário após dozes meses da assinatura do contrato, podendo assim fazer o reajuste, que giraria em torno de 35 centavos, mas sua equipe esta fazendo uma análise minuciosa para poder tomar as devidas providências em relação à quebra de contrato, seguindo critério legais e jurídicos, de forma responsável.
Fred Alves afirmou que não é seu desejo prejudicar a empresa, mas no interesse da população, baseado na legalidade, estuda realizar um contrato emergencial com outra empresa para solucionar a situação.
O prefeito ainda falou em subsídios, ou seja, dar o dinheiro da prefeitura para empresas privadas, que ocorre em cidades de grande porte, capitais e regiões metropolitanas, onde as prefeituras recebem verbas para poderem investir nas áreas que mais necessitam, o que não ocorre em Cornélio Procópio e ele não vai dar dinheiro da população para a Viação Procopense ou qualquer outra empresa, visto que isto já esta previsto em contrato.
Fred finalizou afirmando que foi procurado pelos administradores da Viação Procopense, que solicitou o pagamento antecipando dos vales transportes de janeiro, mas fica impedido de atender tal solicitação, pois pode ser acusado de Improbidade Administrativa no caso da empresa fazer uma nova paralisação.
Os ônibus deverão retornar ao trabalho normal em Cornélio Procópio na manhã de terça-feira (15), mas o sindicato dos motoristas e cobradores informou que se não forem pagos os salários e o 13º, uma nova paralisação deve ocorrer na sexta-feira (18), desta vez sem prazo para terminar.