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Motorista que atropelou e matou aposentada já está solto

Por Redação Anuncifacil -

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Motorista que atropelou e matou aposentada já está solto

 

Cinco dias. Este foi o tempo que Fábio Marques, 29 anos, permaneceu preso na 38ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Santo Antônio da Platina após atropelar e matar a aposentada Natália Simione do Amaral, 71 anos, no final da tarde de sábado (19), no centro da cidade. Ele, que confessou à imprensa ter ingerido bebida alcoólica e trafegar acima do limite de velocidade, foi beneficiado com um alvará de soltura expedido pela Justiça da Comarca de Santo Antônio da Platina na quinta-feira (24).

 

O delegado Fátimo Siqueira indiciou Marques por homicídio culposo, omissão de socorro e fuga do local do acidente, embora o acusado tenha relatado que parou o carro a uma quadra do acidente e voltou para prestar socorro sem se identificar, por medo de ser linchado.

 

Após 10 dias do ocorrido, a família da aposentada está transtornada, porém os filhos, desacreditados em uma punição justa, pouco falaram sobre o assunto. Segundo eles, nada vai trazer a vida da mãe de volta e, “infelizmente”, não podem fazer nada para mudar as leis do país. A reportagem tentou entrar em contato com a juíza de Direito, Maristella Andrade de Carvalho, porém ela estava em audiência e não retornou a ligação.

 

A morte de Natália chocou a cidade. Ela voltava da missa quando, por volta das 18h30, o Del Rey conduzido por Marques invadiu a calçada na esquina das ruas José Bonifácio e Deputado José Afonso e a atingiu. Natália não resistiu aos ferimentos e morreu em poucos minutos. O corpo da aposentada foi enterrado na tarde de domingo no Cemitério São João Batista, no centro da cidade.

 

No dia do acidente, Marques confessou em entrevista concedida ao Tanosite.com que trafegava embriagado e acima do limite de velocidade. “Bebi umas cervejinhas e estava a uns 60 ou 70 km/h”, admitiu. A declaração gravada foi divulgada no Portal.

Outro lado

 

O advogado Aílson Levatti explicou que a condição de réu primário, aliada ao fato de o cliente ter endereço fixo, emprego e ter colaborado com o processo vai possibilitar que ele responda o caso em liberdade. “Isso não quer dizer que ele já está livre. Vai ter que responder”, destaca Levatti.

 

O advogado, porém, relatou que Marques disse não ter ingerido bebida alcoólica. Segundo Levatti, ele afirmou que o toque com outro veículo, um VW Passat, o teria levado a perder a direção. Marques negou estar disputando racha com o outro veículo.

 

 

Redação Anuncifácil

Fonte: Tamo No Site