MEC reprova um terço das instituições de ensino superior no Brasil
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Redação Anuncifácil
Apenas 2,7% dos cursos avaliados pelo Ministério da Educação no ano passado obtiveram nota 5 no CPC (Conceito Preliminar de Curso), cuja escala de 1 a 5 considera fatores como desempenho dos graduandos no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), a titulação dos professores e a infraestrutura do curso.
Foram analisados 8.665 cursos, como História, Filosofia e Pedagogia. Eles foram agrupados em 7.576 “unidades de cálculo” – dois cursos de uma mesma instituição, mas em diferentes câmpus foram agrupados em uma unidade. A nota máxima foi obtida por 203 cursos.
O ministro Aloizio Mercadante elogiou os resultados do ano passado, destacando que cresceu o porcentual de cursos e instituições com bom desempenho na avaliação. Em 2008, por exemplo, o percentual de cursos com CPC máximo foi de 1,7% (121). Os cursos avaliados naquele ano são os mesmos que passaram por análise em 2011 – o ciclo de avaliação de um curso é de três em três anos.
Entenda
O IGC é uma nota atribuída à instituição de ensino superior como um todo. Ele sintetiza num único indicador a qualidade de todos os cursos de graduação, mestrado e doutorado da mesma instituição. Já o CPC reflete a qualidade de um curso de graduação. No site emec.mec.gov.br é possível ver o desempenho de cada curso e instituição.
Cerca de 27% das instituições de ensino superior no Brasil, públicas e privadas, obtiveram conceito 1 (sofrível) ou 2 (insatisfatório) no Índice Geral de Cursos (IGC) de 2011. No Paraná, esse índice foi um pouco menor: 19,5%. Ao se avaliar a evolução do país nos últimos anos, porém, houve um aumento considerável em qualidade entre 2008 e 2011.
Consequências
O baixo rendimento no IGC deve gerar restrições rigorosas para as instituições de ensino que não evoluíram em relação aos ciclos anteriores de avaliação. (Redação Gazeta do Povo)
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