Manobrista recupera dinheiro jogado no lixo por engano

IMAGEM ILUSTRATIVA

Redação Anuncifácil

 

Um fato curioso e surpreendente aconteceu com o manobrista David Soares Fragoso na madrugada de terça-feira (6) em Curitiba. Ele trabalha em um estacionamento no bairro Água Verde e, todos os meses, quando recebe seu pagamento, “guarda” o dinheiro em um pequeno pote dentro do cesto de lixo, com medo de assaltos. Ao final do expediente, ele recolhe a quantia e a leva para casa.

Desta vez, porém, Fragoso acabou esquecendo o dinheiro e o pote com cerca de R$ 800 acabou indo parar no tambor de lixo que fica em frente ao estabelecimento. Por volta de meia-noite, depois de perceber que o caminhão de lixo já havia recolhido os resíduos do tambor, o manobrista ficou desesperado e partiu atrás do veículo. “Coincidentemente, encontrei o caminhão no caminho”, explica.

Fragoso explicou a situação ao motorista do caminhão, identificado como Sidnei, mas ele disse que era impossível procurar pelo dinheiro, pois havia cerca de nove toneladas de resíduos no veículo. Sidnei sugeriu então que o manobrista fosse até a sede da Cavo Gestão Ambiental, empresa responsável pelo recolhimento de lixo na capital, para conseguir uma autorização para procurar pelo dinheiro no aterro de Fazenda Rio Grande, onde os dejetos são despejados.

O manobrista não conseguiu a autorização da empresa, apenas a promessa de que algum funcionário procuraria pelo dinheiro no meio do lixo despejado no aterro. “Voltei para o estacionamento desanimado, achei que nunca iam encontrar o dinheiro”, diz.

Porém, por volta das 3 horas da madrugada, Fragoso foi surpreendido com uma ligação de Sidnei, o motorista do caminhão de lixo, dizendo que haviam encontrado a quantia. “Eu fiquei tão feliz, porque é uma situação difícil de acontecer. Coloquei o dinheiro em um potinho pequeno e pelo fato do lixo ser moído, achei que seria impossível encontrar. O rapaz se esforçou bastante para achar”, diz.

Fragoso conta que, além de agradecer ao motorista, ligou na Central de Atendimento da Prefeitura, no 156, para registrar o acontecido e escreveu uma carta ao benfeitor que devolveu o dinheiro. “Lá estava todo o meu pagamento, além de uma quantia que pertencia ao estacionamento”, conta. (Gazeta do Povo)