Laje cede e mata dois operários soterrados em Wenceslau Braz

Redação Anuncifácil

 

Dois operários morreram soterrados na manhã de quinta-feira durante o desabamento de uma laje na obra de reforma de um silo na unidade da Associação dos Produtores de Cereais (Aprocer), à margem do km 254 da PR-092, em Wenceslau Braz. Vilmar Vilela, 49 anos e Paulo Henrique Gouveia, 18 anos, desceram no subsolo, a uma profundidade de 9 metros, para consertar uma parede que havia sido danificada pelas chuvas.

Por volta das 10 horas, a estrutura de aproximadamente 5 toneladas desabou sobre os dois. Eles morreram na hora. A equipe de socorristas da Defesa Civil de Siqueira Campos foi acionada. Com o auxílio de um guincho, eles fizeram a remoção da terra e da laje. A operação durou cinco horas. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) em Jacarezinho.

Equipes da 2ª Companhia do 2º Batalhão da Polícia Militar atenderam a ocorrência e isolaram o local que passará por perícia. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as causas do acidente. O delegado Isaías Fernandes, da 36ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) tem 30 dias para concluir o inquérito, porém, como este tipo de investigação depende da perícia, ele deverá pedir um prazo maior.

O sub-tenente dos Bombeiros em Siqueira Campos, Manoel Correa de Lima Filho, explicou que houve imprudência na obra, pois o escoramento da parede não foi feito. Segundo ele, as chuvas causam muitas trincas na estrutura e este tipo de obra não poderia ser realizada com o solo ainda encharcado. A empreiteira responsável pela obra é a Rio Sul Montagem de Silos e Secadores, de Assis (SP).

O corpo de Vilela será levado para ser enterrado em Assis, onde morava. Já Gouveia era morador na Vila Los Angeles, em Wenceslau Braz. Ele era filho da zeladora Joana D`arc que trabalha na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) na mesma cidade. A morte prematura do rapaz causou comoção na cidade.

A reportagem entrou em contato com a Aprocer, em Wenceslau Braz. A atendente informou que o responsável estava na obra e que entraria em contato na sequência. Até às 20 horas, ninguém havia retornado a ligação. (Redação JNN)