Justiça concede liberdade a acusados da morte de Tayná
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Redação Anuncifácil
Os quatro acusados da morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, morta em Colombo, região metropolitana de Curitiba, no final de junho, foram autorizados a deixar a Casa de Custódia de Curitiba na final da tarde desta segunda-feira (15). A liberdade dos acusados foi concedida após a expedição de um alvará de soltura pela Justiça e terão proteção fora da cadeia. O Gaeco pediu a prisão dos policiais envolvidos no caso por suspeita de tortura.
O pedido para a liberdade dos acusados havia sido feito no sábado (13) pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), após o órgão ter colhido novos depoimentos dos suspeitos. Um novo advogado de defesa dos suspeitos assumiu o caso. O advogado é procurador geral da Seccional do Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR) e foi até a Casa de Custódia para cuidar da liberação dos acusados.
Após a soltura, os quatro devem seguir para a sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que pertence ao MPPR, onde eles prestarão os últimos esclarecimentos antes de voltar para casa. No Gaeco, também serão analisadas as possibilidades de os acusados receberem proteção. A Ordem dos Advogados do Brasil do Paraná (OAB-PR) pediu ao Gaeco que desse proteção aos acusados.
O Gaeco informou ainda que pediu à Justiça a prisão de 15 policiais suspeitos de tortura contra os quatro acusados. Entre os polciais está o delegado Silvan Rodney Pereira, que era responsável pelas investigações do caso Tayná na delegacia do Alto Maracanã, em Colombo.
O caso
Tayná foi encontrada morta em 28 de junho, supostamente por agressão e violência sexual. Os quatro acusados, que trabalhavam em um parque itinerante na cidade de Colombo, região metropolitana de Curitiba, foram presos. Os acusados, entretanto, teriam passado por tortura após terem sido presos pelo crime.
Desde o início das investigações, o Instituto de Criminalística disse que não haveria indícios de violência sexual. Na sexta-feira (12), o Instituto Médico Legal (IML) revelou, em novo exame, que o sêmen encontrado no corpo de Tayná não pertence a nenhum dos quatro acusados. (Redação Bonde,com informações do repórter Rubens Chueire Jr., da Folha de Londrina)


