Irmã de borracheiro de Cornélio Procópio procura a redação dando outra versão no caso de receptação de pneus

Após informações colhidas com o SGT Alves da Polícia Militar de Cornélio Procópio que davam conta sobre uma ocorrência de receptação de pneus furtados que estariam em uma borracharia localizada no Conjunto Fortunato Sibin , a PM foi até o estabelecimento na tarde de terça-feira (19), onde localizou e apreendeu dois pneus, que teriam sido reconhecidos pela vítima.

Segundo o SGT Alves, questionado, o proprietário da borracharia informou que os pneus teriam sidos deixados por uma pessoa, a qual ele não deu maiores detalhes, para venda ou troca e como não houve maiores explicações, o mesmo foi encaminhado para delegacia.

Como de costume, uma matéria foi publicada de acordo com as informações do SGT e depois de ser liberado, o borracheiro comunicou a irmã sobre o fato e ela, que é da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Florianópolis, após ler o conteúdo, enviou uma nota de esclarecimento para a redação do Portal Anuncifácil, que fazemos questão em publicar.

Segue a nota:

“Através do meu irmão, que é proprietário da borracharia, tive conhecimento sobre o fato da PM ter se dirigido até o seu estabelecimento afim de averiguar uma denúncia anônima sobre dois pneus que teriam sido furtados e estariam em seu estabelecimento comercial e que ele poderia responder pelo crime de receptação.

Também, alguns amigos leram a notícia no site questionaram o ocorrido, pois não notaram que a foto era meramente ilustrativa e que não se tratava da imagem do meu irmão e muito menos da sua borracharia.

Então, representando o meu irmão, o qual alega ter recebido os pneus do próprio proprietário e afirma não serem objetos de furto, venho aqui, esclarecer o ocorrido.

Primeiramente, gostaria de falar sobre o crime de receptação previsto no nosso Código Penal. Este crime, pune tanto a pessoa que age de má-fé e recebe ou adquire uma coisa que sabe ser produto de crime, quanto aquela que, de boa-fé, desconhece o tal fato delituoso. Neste caso, o legislador criou a necessidade da pessoa que adquire ou recebe algo de outrem, o dever de certificar-se da origem lícita da coisa.

Eu, como policial civil de SC, onde exerço minhas atividades atualmente na Diretoria de Inteligência de Florianópolis, observo que a atitude de averiguar uma denúncia anônima e encaminhar até a delegacia para esclarecimentos, é um procedimento legal e de praxe. Inclusive, o procedimento de averiguação é imprescindível para evitar abusos e ilegalidades.

Em SC, recebemos diversas denúncia anônimas e vários crimes foram resolvidos com a contribuição da população. Outras denúncias foram inoportunas e inverídicas.

No caso em apreço, afim de esclarecer o possível mal entendido, meu irmão entrou em contato com a pessoa que entregou os pneus para serem vendidos ou trocados em seu estabelecimento, e o mesmo afirmar ser o verdadeiro proprietário e que não se trata de objeto de furto.

Ressalto que, entre os 15 pneus descritos como furtados pela vítima, não havia quaisquer descrições do modelo encontrado no estabelecimento comercial do meu irmão. A vítima apenas o reconheceu por um sinal, o que, em minha opinião, sinais ou cortes são comuns em pneus com alguns anos de uso.”

Salientamos que todas as matérias de cunho policial, de socorro, social, humanitária, política ou institucional que publicamos são baseadas em depoimentos dos profissionais envolvidos, relatórios oficiais ou são decorrentes de fontes de nossos parceiros.

A redação do Portal Anuncifácil sempre está disposta a ouvir e divulgar a versão da outra parte implicada, desde que não distorça os fatos ou ofenda os demais envolvidos, além de não aceitar qualquer tentativa de censura, ameaça, coação ou aliciamento.