Informação Policial: O que deve ser dito?

Você já deve ter se perguntado, diante de uma notícia publicada na TV, jornal ou nas mídias sociais se existem limites para a divulgação de uma informação para evitar que seja invadida a privacidade ou agredida a imagem da pessoa retratada.

Em ocorrências policiais, a população tem o direito à informação do fato, ao passo que os envolvidos têm o direito de resguardarem-se e neste cenário, onde está a PM?

A Polícia Militar diariamente é bombardeada com questionamentos cujas respostas devem dar conta de explicar as mais variadas ocorrências, uma vez que, executando seu trabalho, os militares tem acesso a muitas informações, sejam de interesse público ou de cunho pessoal (nome, idade, endereço, telefone, entre outros).

Parece difícil esta tarefa? E é!

A mídia tornou-se vitrine para o comércio de todo tipo de notícia e muitas vezes, aparenta ser difícil para alguns optarem pelo conteúdo real, quando tem-se o conteúdo que vende mais a tão fácil alcance. Já a PM, como órgão público, tem o dever de proteger direitos, o que não raramente gera alguns atritos.

Pensando nisso, o 18º Batalhão de Polícia Militar, com sede em Cornélio Procópio, realizou na quinta-feira (30), uma instrução de padronização para o repasse de informações e teve como convidados especiais os representantes da mídia local. O objetivo era que um se colocasse no lugar do outro e juntos, decidíssemos o que seria melhor para o nosso cliente em comum: a sociedade; afinal, ambas as atividades, policial e jornalística, são fundamentais no contexto em que vivemos!

Nós acreditamos que, trabalhando juntos, vamos muito além daquilo que hoje é nossa realidade. Com a reunião, alcançamos o objetivo de atualização e saímos munidos de maior conhecimento, profissionalismo e empatia, o que, certamente, reflete apenas em bons frutos à comunidade! (Redação e foto 2º Ten. QOPM Karine – Setor de Comunicação Social do 18ºBPM)