Ignorando protestos no país e os pedidos do Governo Estadual, Copel deve aumentar conta de Luz
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Redação Anuncifácil
A conta de luz do paranaense poderá ficar mais cara nos próximos dias. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou na quita feira (20), o reajuste da tarifa da Companhia Paranaense de Energia (Copel). Pela proposta, as chamadas tarifas de baixa tensão, que incluem residências, estabelecimentos comerciais e atividades afins, seriam reajustadas em 14,42%. Já as tarifas de alta tensão, que engloba as indústrias, em 14,86%. A Copel atende 4,1 milhões de unidades consumidoras em 393 municípios do Paraná.
O aumento médio de 14,61%, considerando todas as classes de consumo, ocorreria cinco meses depois do pacote do setor energético proposto pelo Governo Federal. Na época as contas de luz dos consumidores residenciais sofreram quedas de 18,2%. Na ocasião, um dos principais objetivos da presidente Dilma Rousseff era conter a inflação, que hoje já atinge o teto da meta de 6,5% estabelecido pelo Banco Central para este ano.
Ao ter conhecimento do assunto, o governador Beto Richa (PSDB) publicou em seu perfil de uma rede social que teria pedido à Copel a "suspensão" do reajuste. Porém, horas mais tarde, recuou ao ser questionado publicamente por jornalistas em Londrina. "A Aneel está encaminhando este aumento para várias concessionárias de energia. Eu não sabia anteriormente, pedi para que a Copel segurasse até tomar pé dessa situação. Ver o que realmente é isso, se os valores ou percentuais de aumento são condizentes", retificou.
Antes de ser concedido o reajuste anual para a Copel, que entra em vigor sempre no dia 24 de junho, a estatal calcula seus custos e envia um pleito para a Aneel para ser analisado. Neste ano, segundo a agência reguladora, a Copel, que tem como acionista majoritário o governo estadual, pediu um reajuste médio de 12,10%.
Segundo a Aneel, o cálculo para definir o reajuste é feito pela área de regulação da agência. Entraram na conta do pedido da Copel a variação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), o aumento do custo dos Encargos de Serviços do Sistema (ESS) e os gastos que as distribuidoras tiveram com compra de energia, em especial a elevação do custo variável em função do aumento da geração térmica.
Caso o aumento entre em vigor vai atingir 4,1 milhões de consumidores em 393 municípios do Estado e abocanharia boa parte da redução que as contas tiveram em janeiro. Como a própria Aneel justificou, o uso intenso das termelétricas no País para compensar a queda do nível dos reservatórios das hidrelétricas, fez o custo da geração de energia subir.
A decisão do governador Beto Richa de suspender temporariamente o aumento veio em meio a uma onda de protestos com vários tipos de reivindicações que acontece no País todo há mais de uma semana. (Redação Folha Web)


